<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381</id><updated>2011-04-22T01:24:15.211-03:00</updated><title type='text'>BYROWORLD</title><subtitle type='html'>SEJAM BEM-VINDOS AO MARAVILHOSO MUNDO DE BYROCAI.  #######################
Pensamento do mês:"
E se eu fosse uma beterraba?"</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://byrocai.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>56</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-385403784</id><published>2003-06-25T16:31:00.000-03:00</published><updated>2002-12-02T21:30:02.180-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://www.byrocai2.hpg.ig.com.br/entretenimento/106/byrocai2-11-fl_album1.jpeg"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-385403784?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/385403784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/385403784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2003_06_01_archive.html#385403784' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-85598802</id><published>2002-12-06T14:03:00.000-03:00</published><updated>2002-12-06T14:06:10.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;QUEM MATOU CHE GUEVARA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.byrocai2.hpg.ig.com.br/entretenimento/106/index_int_4.html"&gt;&lt;br /&gt;"Quem Matou Che Guevara" é o título do último livro que li, que por sinal demorei apenas dois dias para devorá-lo. É uma espécie de literatura jornalística ou um jornalismo investigativo. Como queiram. Mas o que importa é seu conteúdo, que trás à tona um fato a mais de 30 anos camuflado.&lt;br /&gt;O livro de Saulo Gomes, um respeitável repórter investigativo brasileiro, conta, com a ajuda de depoimentos do General Gary Prado Salmón, militar que participou da captura de Che na Bolívia, em 1967, os últimos acontecimentos que culminaram com a prisão e morte do maior guerrilheiro de todos os tempos.&lt;br /&gt;O General Gary Prado Salmón, que já foi embaixador da Bolívia no Reino Unido e México, resolveu dar seu depoimento sobre o assunto, pela primeira vez depois de publicar seu livro "La Guerilla Imolada", o qual não possui tradução em português.&lt;br /&gt;A grande questão que pairava em dúvidas era a de quem, de fato, havia delatado Che quando este entrara na Bolívia, com o intuito de conquistar o povo campesino e instaurar um novo regime no país.&lt;br /&gt;Mais tarde posto a história aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-85598802?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/85598802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/85598802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85598802' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-85439786</id><published>2002-12-03T16:39:00.000-03:00</published><updated>2002-12-04T15:08:06.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;A TRISTE E FEIA HISTÓRIA DE UMA CRIANÇA MUITO FEIA!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Alcides era uma criança feia. Muito feia. Horripilante!&lt;br /&gt;Quando nasceu, na maternidade municipal de Canguçu, interior do Rio Grande do Sul, a auxiliar de enfermagem, Dona Antônia, uma mulata forte e robusta, com os dentes amarelos e um óculos pendurado no nariz, deu um grito: "Puta que pariu! Mas é o capeta!!!".&lt;br /&gt;Foi fitada com uma certa sensura pelos familiares da criança, mas recebeu um olhar de apoio do médico que sacudia o recém nacido pela cabeça, pensando que o segurava pelos pés. &lt;br /&gt;Alcidinho nasceu magricelo, desdentado, cabeludo e com a barriguinha inchada. Mas isso não desanimou sua mãe, Giriá, parideira de dez filhos, que olhou para criança e logo viu uma semelhança com o marido, Jocemir.&lt;br /&gt;Jocemir era auxiliar de obra. Pra falar a verdade, auxiliar do auxiliar do auxiliar. Ele não sabia fazer muita coisa. Só se saía bem em casa, na cama, emprenhando outra vez sua mulher.&lt;br /&gt;Mas o pior estava por vir. Enquanto os familiares tomavam mate na porta do hospital, uma enfermeira entrou no quarto de Giriá e levou Alcidinho nos braços "para fazer o exame do pézinho", como lembra a mãe do garoto.&lt;br /&gt;Desde então, Alcides nunca mais foi visto.&lt;br /&gt;Tirei essas férias no meio do ano para vingar meu tio, o Jocemir. Ele faleceu atropelado por uma mula quando limpava as unhas com a chave da caixinha do correio. No seu leito de morte, tio Jocemir me olhou nos olhos e, com um brilho ternurante, me sussurrou: "Traga Alcides para sua tia Giriá. Sempre fui um bom pai, porém nunca consegui escrever uma carta e mandar ao Ratinho."&lt;br /&gt;Essas palavras entraram em meu ouvido e se instalaram no meu cérebro como um pega-pega que gruda na barra da calça após uma corrida desesperada pelo capim alto. E desde então não sosseguei enquanto não encontrei titio Alcides.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um árduop serviço de investigação, muito suor escorrido pelo corpo e vários vales-transportes gastos, cheguei a uma bela casa, no centro de Addis Abeba, capital da Etiópia.&lt;br /&gt;um mordomo com estilo europeu e pele branca veio me receber. Quando entrei na casa, me deparei com uma réplica do palácio de Versailles. A casa era riquíssima, ostentando em suas paredes inúmeras obras de autores famosos. Me identifiquei como repórter da revista Ricos &amp; Famosos e esperei a dona da casa em um sofá de couro de zebra.&lt;br /&gt;Logo uma senhora apareceu: vestido rosa pink, muito laquê no cabelo e jóias, muitas jóias. Ela falava com um sotaque francês, mas logo percebi que era falso. Malditos entupidores de pia!&lt;br /&gt;Comecei a perguntar a ela sobre sua vida, seu marido e filhos. O esposo era dono de poços de petróleo na Arábia e o casal possuía apenas um filho! Nisso ouço passos vcindo em direção à sala, e logo meu coração começou a palpitar como uma xícara de café nas mãos de um portador de Mal de Parkinson.&lt;br /&gt;Era ele! Os olhos e o sorriso eram da família. Era tio Alcides!&lt;br /&gt;Saí correndo e o abrecei, mas titio não sabia o que fazer, pois não me reconhecia. então revelei minha verdadeira identidade e fiz sua seqüestradora, aquela bastarda, nos falar toda a verdade.&lt;br /&gt;Ela havia roubado tio Alcides dos braços da mãe, Giriá. Alcides começou a juntar as peças de um enorme quebra-cabeças que apareceram em sua vida logo na infância. Depois de muita conversa, convenci titio a visitar sua família no Brasil. E aqui está a foto tirada na sala de desembarque. &lt;br /&gt;Com todo orgulho, cumpri a promessa que fiz ao tio Jocemir: trouxe seu filho, Alcides, de volta!&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.byrocai2.hpg.ig.com.br/entretenimento/106/byrocai2-11-fl_album2.jpeg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-85439786?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/85439786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/85439786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85439786' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-85438744</id><published>2002-12-03T16:16:00.000-03:00</published><updated>2002-12-03T16:26:49.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;ELE VOLTOU!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Pois bem! O nosso ilustríssimo chefe, o editor da bagaça aqui, Sr. Byrocai, está de volta. Pregamos por toda a cidade de Porto Alegre, em postes e em árvores, plaquetas de lata com os seguintes dizeres "BYROCAI BREVE VOLTARÁ", e a professia se confirmou.&lt;br /&gt;Ele entrou na redação de mansinho, pensando que pegaria algum lacaio na gandaia. Mas nós o pegamos primeiro.&lt;br /&gt;Veja aqui, o exato momento em que o Sr. Byrocai adentrava na redação.&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.byrocai2.hpg.ig.com.br/entretenimento/106/byrocai2-1296-6.jpeg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma viagem pela Etiópia, o nosso caro e magnífico editor chefe conheceu o seu tio que foi roubado na maternidade algumas horas depois do nascimento.&lt;br /&gt;Leia logo acima essa triste história de uma criança feia que não conheceu sua horripilante família!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-85438744?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/85438744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/85438744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85438744' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-80567283</id><published>2002-08-22T10:38:00.000-03:00</published><updated>2002-08-22T10:39:18.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;A BUNDA &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.byrolucas.hpg.ig.com.br/entretenimento/106/byrolucas-4-fl_album2.jpeg" align=center&gt;&lt;br /&gt;Pelo fato de ser o que é, muitos não a dão o seu devido valor. A bunda absten-se da visão do futuro, vivendo apenas do passado. Tudo por ela, quando passa, já passou. E tudo passa, até mãos atrevidas que sismam em buliná-la quando bem encontrada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a bunda é linda. Eu gosto de bunda. Quando me perguntam qual é a primeira coisa que olho em uma mulher, respondo: depende, se estou abaixado em um ônibus lotado procurando uma moeda que caiu no chão e tenho que me segurar para não cair quando o motorista freia, são bundas. Muitas delas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bundas fizeram parte da infância de todos nós. Se lembram quando aquele colega que não gostávamos nos xingava de "cara-de-bunda"? &lt;br /&gt;O que é um cara-de-bunda? Não faço a mínima idéia de alguém sem olhos, bochechas grandes e uma boca, no mínimo, muito estranha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha proteção de tela que parece uma. Bem de perto. Na verdade é a foto de um eclipse solar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se o universo for uma grande bunda? E se o Sol for um grande, como diríamos, ânus seleste? &lt;br /&gt;Tudo seria diferente: o modelo atômico teria pregas, o nome da estrada seria "Rota do C...", as cores do arco-íris seriam afetadas. Creio eu que até o tempo mudaria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas infelizmente temos que nos contentar com a verdade. A realidade. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-80567283?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/80567283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/80567283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_08_01_archive.html#80567283' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-80535310</id><published>2002-08-21T16:56:00.000-03:00</published><updated>2002-08-21T16:56:40.346-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;O Sonho de Judith (Judith Dreams) &lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Judith era uma franguinha muito esperta. Ela fazia altas zonas no galinheiro. &lt;br /&gt;Mas ela era uma galinha diferente, ela queria estudar em Harvard. &lt;br /&gt;- Mãe...cócó...não sou apenas mais uma franga, sou uma franga inteligente. &lt;br /&gt;- Judith...cócócó...você não é um ser humano. Aceite o seu destino. Um dia você vai crescer e ficar botando ovo sem parar. Vai ter hemorróida e morará em uma gaiolinha com a metade de sua altura para engordar bastante. &lt;br /&gt;- Que engordar nada, mãe! Quero ser uma galinha sarada, graduada em Harvard e tal... &lt;br /&gt;- Minha filha, um dia sua bisavó foi parar num espeto giratório, sua avó também. Um dia eu irei para lá e você também irá. &lt;br /&gt;- Não quero saber, mãe..cócó! Sou uma franga diferente. Vou freqüentar a escola. &lt;br /&gt;Judith se matriculou numa escolinha de primeiro grau. Ela estava decidida a se tornar mais que uma simples galinha, mas uma galinha instruída. Estava disposta a passar sobre qualquer preconceito que, inevitavelmente, seria vítma. &lt;br /&gt;- Daniel... &lt;br /&gt;- Presente! &lt;br /&gt;- Ítalo.. &lt;br /&gt;- Aqui &lt;br /&gt;- Judith.. &lt;br /&gt;- Cócó... &lt;br /&gt;Hahahahahaha.... &lt;br /&gt;- Crianças, parem de rir da Judith. &lt;br /&gt;- Não tem problema, professora. Isso é apenas um reflexo involuntário instigado pelo córtex espelhado na probabilidade de uma pseudofunção mental do estímulo psicossomático de uma mentalidade inferior. &lt;br /&gt;- Nossa, Judith! Onde você aprendeu isso? &lt;br /&gt;- Simples, professora. Nas minhas horas vagas, ao invés de eu fazer como essas crianças débiomentais humanas de sair correndo atrás de uma esfera ou ficar me iludindo com uma boneca de plástico, eu leio freud e um compêndio de psiquiatria. &lt;br /&gt;Passaram-se os anos, e Judith acabou o segundo grau. Conseguiu uma bolsa integral para Harvard e passagens de avião. &lt;br /&gt;- Judith, minha filha...cócó...sentiremos saudades! &lt;br /&gt;- Fica fria, mãe. Prometo que te mando email todo o dia. &lt;br /&gt;Judith embarcou no avião e abanou com a asa para sua mãe que se esvaía em lágrimas pela despedida de sua filha. &lt;br /&gt;Chegando nos EUA, ela se dirige para o campus da universidade. Procurou um restaurante para fazer o desjejum. &lt;br /&gt;- Hei man...cócó...a cup of corn, please. &lt;br /&gt;- Hei, Gonzáles...What do this fuck chiken do here, man?!?! &lt;br /&gt;- Desculpa-me, señor...biene cá, galinhazita!!! &lt;br /&gt;Scraft...schurrrft...cócóóóó..... &lt;br /&gt;Judith realizou seu sonho, entrou em Harvard. Mas seguiu a tradição de família, acabou num espeto giratório. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-80535310?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/80535310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/80535310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_08_01_archive.html#80535310' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-80535207</id><published>2002-08-21T16:54:00.000-03:00</published><updated>2002-08-21T16:54:03.593-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Nas Entranhas do Lar&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC = "http://www.byrocai2.hpg.ig.com.br/entretenimento/106/byrocai2-1296-5.jpeg" BORDER=3&gt;&lt;br /&gt;Fazia horas que a minha mãe me pedia para pendurar aquele quadro na parede:&lt;br /&gt;-Pô, guri!...já te pedi umas mil vezes pra tu pendurar essa merda aí!&lt;br /&gt;-Bah, mãe, foi mal. Eu me esqueço.&lt;br /&gt;-Ahã....pra sair poraí correndo china tu tem memória, né, seu cretino.&lt;br /&gt;-Tá mãe. Não enche o saco!&lt;br /&gt;Peguei um prego e um martelo e comecei a furar a parede.&lt;br /&gt;Páaaa&lt;br /&gt;Páaaa&lt;br /&gt;-Hummmmmmmm!&lt;br /&gt;-Ahhh, guri! Martelou o dedo?&lt;br /&gt;-Que dedo, mãe...não viaja! Tu que tá me sacaneando.&lt;br /&gt;Páaaa&lt;br /&gt;-Hummmmmmm!&lt;br /&gt;-Ô guri, mas tu não sabe nem pregar um preguinho?!?!&lt;br /&gt;-Sai fora, mãe. Me deixa em paz! Que barulho é esse? É tu?&lt;br /&gt;Páaaa&lt;br /&gt;Páaaa&lt;br /&gt;-Hummm, aiiiiiiii....aaaaaaaaahhhhh!&lt;br /&gt;Nisso um filete de sangue começa a escorrer do buraco do prego.&lt;br /&gt;-Manhêêêêê!!!!!!!!!!!  Vem cáaaaaaaa!&lt;br /&gt;- O que tu qué, guri?&lt;br /&gt;- Olha isso aqui!&lt;br /&gt;- Que é isso?? Tu te cortou?!?!&lt;br /&gt;- Cala a boca mãe...tá escorrendo da parede!!!&lt;br /&gt;- Não fala besteira!&lt;br /&gt;- Sério! Tô me cagando!!!!!!&lt;br /&gt;- Me dá isso aqui!&lt;br /&gt;Páaaa&lt;br /&gt;Páaaa&lt;br /&gt;- Hummmmmmmmmm........&lt;br /&gt;- Aaaaaaaaahhhhhh...o que é isso? Tá vindo aí de dentro!!!&lt;br /&gt;- Me dá aqui o martelo!&lt;br /&gt;Páaaaa&lt;br /&gt;Páaaaa&lt;br /&gt;Páaaaa&lt;br /&gt;- Guri! Olha o que tu tá fazendo com o reboco!&lt;br /&gt;- Cala a boca, mãe. Me traz a marreta!&lt;br /&gt;- Tu tá loco?&lt;br /&gt;- Porra, mãe! Tu não tá vendo que tem alguém aqui atrás????&lt;br /&gt;- Ai, guri. Não me assusta!&lt;br /&gt;- Porra! Busca a merda da marreta logo.&lt;br /&gt;   Nessas alturas a parede já estava toda rachada e encharcada de sangue.&lt;br /&gt;Bhouuuuum&lt;br /&gt;Bhouuuuum&lt;br /&gt;Bhouuuuum&lt;br /&gt;   O apartamento todo tremia com as minhas marretadas. Minha mãe histérica, estava gritando comigo com medo da parede toda cair.&lt;br /&gt;- Porra, mãe! Tu tá preocupada com a merda da parede? Não te ligou que tem alguém aí dentro?!?!   Pára de chorar!!!!&lt;br /&gt;Bhouuuuum&lt;br /&gt;Bhouuuuum&lt;br /&gt;   Consegui abrir um buraco. Dei uma espiada e ví um vulto.&lt;br /&gt;- Mãeeee!  Busca a faca!  Tem um cara aqui!&lt;br /&gt;- Desculpa me señor! Yo no tenho...&lt;br /&gt;- Que é isso?!?!?!?!&lt;br /&gt;- Mãeeeeee , a faca! Tem um argentino aqui!!&lt;br /&gt;- Señor....perdon....no machuca me....&lt;br /&gt;- Pega guri...!!!&lt;br /&gt;- Ok....quen és tu? Mãe, fala com o cara!&lt;br /&gt;- O que vou falar? Vou chamar a polícia!&lt;br /&gt;- Espera, cacete! O cara tá mais cagado que eu! Qual tu nombre?&lt;br /&gt;- Desculpaaa sssssseñor!!!!&lt;br /&gt;- Espere! Quen és tu?&lt;br /&gt;- Yo soy Ramirez. Te vou contar...no machuca me!!!!!&lt;br /&gt;- Calma, sai daí. Se tentar alguma coisa eu te detono na marretada!!!  Mãe, pega a faca. Qualquer coisa, fura o paraguaio!&lt;br /&gt;- Não faz isso, eu tô com medo!&lt;br /&gt;- Porra, mãe! Cala a boca!!! De onde tu veio? Como tu veio parar aí dentro? Tu é ladrão? Vou te quebrá!!!&lt;br /&gt;- Yo soy de Puerto Rico.....yo queria vir para América....&lt;br /&gt;- Que América o cassete!!!! Isso aqui é Brasil, porra!&lt;br /&gt;- Brasill?!?! Acá ser Brasil?!?!?!?!&lt;br /&gt;- É, uruguaio...onde tu pensa que tá? &lt;br /&gt;- Espere senõr...te contarei! Yo estava em puerto del Porto Rico com mi primo Raul. Iríamos nos esconder num navio de uma empreitera americana para poder entrar na América. Acá é Brasil?!?!&lt;br /&gt;- Cacete mesmo! Esse chileno perdido aqui! Mas como tu tá dentro da minha parede?!?!?!&lt;br /&gt;- É porto-riquenho, guri!&lt;br /&gt;- Não me interessa!!! Como tu tá aí dentro?!?!&lt;br /&gt;- Nós dormimos no navio que ía pra América...no sei o que aconteceu!&lt;br /&gt;- Colombiano filho da puta!&lt;br /&gt;- É de Porto Rico, guri burro!&lt;br /&gt;- Há quanto tempo tu tá aí?&lt;br /&gt;- Yo no sei mucho bien. Creo que há dos años!&lt;br /&gt;- O quê??? Dois anos dentro da minha parede??? O que tu faz aí??? Tá sozinho???&lt;br /&gt;- Yo y mio primo hacemos video-cassetes...&lt;br /&gt;   Depois de muita trova e quase esganar o cara, descobri que na verdade, ele queria entrar escondido nos EUA. Ele e o primo, viajaram clandestinos num navio de uma empreiteira americana que fechou suas filiais no Brasil. De alguma forma o barco, ao invés de ir para os EUA, veio pra cá. E eles estão aqui há dois anos e três meses pensando que isso aqui é a Porra da América!&lt;br /&gt;   Eles só saem de noite, por isso não falam com ninguém. Falaram até hoje só com um paraguaio que tem uma fabriqueta de aparelhos falsificados que em troca da mão de obra, lhes dá comida. O paraguaio, muito filho da puta, sacaneou eles dizendo que estavam nos EUA e a imigração já sabia deles. Eles desceram no porto e vieram no caminhão da empreiteira direto pra cá, e se esconderam dentro das fundações do prédio. Acabaram terminando a obra e os dois morando aqui dentro.&lt;br /&gt;   Acabei ficando amigo do cara. Era gente boa. Humilde. Fizemos os curativos na mão dele, que eu tinha furado na hora de pregar o prego. Ele tá melhor, agora. &lt;br /&gt;   Encontramos o primo dele, o Raul. È meio desconfiado. Saímos com eles durante o dia pra pegar um sol. Faz tempo que eles não andavam na rua durante o dia. Conseguimos uma pensãozinha pros dois e largamos umas fichas de emprego, inventadas, em algumas agências. Os caras sabem muito de eletrônica. Também, fazendo vídeo cassetes manualmente.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-80535207?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/80535207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/80535207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_08_01_archive.html#80535207' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-80525509</id><published>2002-08-21T12:45:00.000-03:00</published><updated>2002-08-21T15:26:47.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;As vezes é melhor ficar quieto&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.byrolucas.hpg.ig.com.br/entretenimento/106/byrolucas-2-fl_album1.jpeg" align=center&gt;&lt;br /&gt;Ela era linda. De pernas compridas, sua cintura lembrava uma pêra, sua bunda firme como uma melancia, seus belos seios como melões, sua cútis remetia à imagem de um pêssego. Ela era praticamente uma salada de frutas de tão gostosa.&lt;br /&gt;Ele investiu muito para conquistá-la. Pra falar a verdade, foi preciso 10 min. e dois copos de cerveja para irem à casa dele.&lt;br /&gt;Linda e com movimentos delicados, ela se esparrama na cama como um lençol de seda.&lt;br /&gt;Ele não estava acreditando que aquela linda mulher, com todos seus atributos horti-fruti-grangeiros, estava ali, à sua disposição.&lt;br /&gt;A noite foi longa e inesquecível. Enquanto ela dormia, ele já pensava em noivado. Jamais conhecera uma mulher como aquela. Já imaginava filhos, netos, cachorros...&lt;br /&gt;Mas tudo foi por água abaixo, mergulhou num abismo, queimou no fogo, melou, derreteu, quando ela acorda nos braços dele, o olha com um breve sorriso e diz:&lt;br /&gt;- Como é bom fazer um "amorzinho gostoso"!&lt;br /&gt;Ele não acredita no que ouve e pergunta?&lt;br /&gt;- Como é? O que você disse?&lt;br /&gt;- Falei como é bom fazer um "amorzinho gostoso".&lt;br /&gt;Ele dá um sorriso amarelo e fica sério. Na sua cabeça vagava o pensamento: “Como uma mulher linda como essa pode dizer 'amorzinho gostoso'?! Não há nada mais broxante do que ouvir um tal de 'amorzinho gostoso'!"&lt;br /&gt;Foi o primeiro erro dela. Mas ele pensou duas vezes e achou que estava sendo exigente demais. A pegou em seus braços e lhe deu um beijo de tirar o fôlego. Mas logo foi interrompido por uma frase:&lt;br /&gt;- Isso, meu "dengo"!&lt;br /&gt;- O quê?, ele disse.&lt;br /&gt;- Meu "dengo"!&lt;br /&gt;Nossa, mais broxante que "amorzinho gostoso", só "dengo"! Ele já estava se decepcionando. Resolveu esquecer as palavras que, realmente, quebraram totalmente o clima. A mulher mais gostosa que ele já se deitara, falando esse tipo de palavras que remetem o cara a um banho frio, murchando qualquer coisa.&lt;br /&gt;Mas a gota d’água veio a seguir. Ela se debruça sobre seu peito e, lhe olhando nos fundos dos olhos, diz:&lt;br /&gt;- Acho que estou apaixonada por você. Nunca senti isso por outra pessoa. Tenho vontade de ficar todo o tempo contigo...&lt;br /&gt;Ele não estava acreditando naquelas palavras que surgiam da boca da mulher mais linda que ele já beijou. Era óbvio que o namoro era iminente e depois daquilo ele já iria almoçar na casa da mãe dela, quando ela fala:&lt;br /&gt;- Sabe, depois desse "amorzinho gostozo", um "denguinho"...isso me deixa muito "serelépe"!&lt;br /&gt;Ele não se segura e grita:&lt;br /&gt;-NÃAAAOOOOOOOOOO! Isso é demais pra mim! DENGO, AMOR GOSTOSO, SERELÉPE...onde você aprendeu a falar essas palavras horríveis?!?!&lt;br /&gt;A mandou embora e nunca mais se falaram.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-80525509?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/80525509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/80525509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_08_01_archive.html#80525509' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-80028010</id><published>2002-08-09T11:51:00.000-03:00</published><updated>2002-08-09T11:51:49.180-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;VORTEI! &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Oi gente! Voltei. Confesso que eu estava morrendo de vontade de escrever pra vcs. &lt;br /&gt;Agora vou arrumar um tempinho pra escrever todo o dia, portanto...CONTINUEM ACESSANDO!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vão? Eu estou tranqüilito no más...trabalhando muito, estudando...aquela coisa de sempre. &lt;br /&gt;Sexo? Hummm, vai bem...vou bem! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa: sobre as fotos, deu um problema no álbum do terra que eu estava usando, mas já estou providenciando outro. De tarde ponho alguma coisinha aqui. &lt;br /&gt;Um beijo, e até más!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-80028010?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/80028010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/80028010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_08_01_archive.html#80028010' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-79905068</id><published>2002-08-06T17:14:00.000-03:00</published><updated>2002-08-06T17:14:30.680-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;BYROCAI BREVE VOLTARÁ!&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-79905068?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/79905068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/79905068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_08_01_archive.html#79905068' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-77865923</id><published>2002-06-17T20:48:00.000-03:00</published><updated>2002-06-17T20:51:21.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;FANÁTICO POR FUTEBOL    &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Era a sua primeira semana de trabalho na empresa. Seleção nas oitavas de final da copa do mundo. Jogo estilo mata-mata.&lt;br /&gt; Todos combinaram de ver o jogo no escritório.&lt;br /&gt;Ele chegou cedo e foi pegando um lugar no meio da sala, na frente da tv.&lt;br /&gt;Todos achavam ele muito quieto, mas parecia ser boa gente. Educado e prestativo, em silêncio mas sempre sorrindo.&lt;br /&gt;Começa o jogo, todos na sala.&lt;br /&gt;-Onde está a garrafinha da café?&lt;br /&gt;-Acho que lá dentro.&lt;br /&gt;-Schhhhhhh! Vâmo pará! Ele diz virando a cabeça para trás. Todos acham estranho tal atitude, mas encaram com naturalidade.&lt;br /&gt;-Pôrra! Vai, vai! Ô defesa de merda!&lt;br /&gt;   Os colegas de escritório estranham aquele rapaz até então tímido, falar tantos palavrões durante o jogo.&lt;br /&gt;-Quem quer bolo?&lt;br /&gt;-Nossa, que bolo bom! Quem foi que fez?&lt;br /&gt;-Pôrra! Dá pra parar?! Vocês vieram aqui pra ver o jogo ou comer? Não tô conseguindo prestar a atenção, porra!&lt;br /&gt;-Calma Inácio.&lt;br /&gt;    Inácio era o nome dele. Ele estava muito nervoso.&lt;br /&gt;-Passa essa bola, desgraçado! Porra! Puta merda! Filho da puta! Vai, vai!!!&lt;br /&gt;   Todos já olhavam ele estranhamente. Aquele rapaz gritando no meio da sala não parecia nenhum pouco o estagiário tímido que não falava com ninguém.&lt;br /&gt;-Inácio, quer bolo?&lt;br /&gt;-Porra! Vai à merda! Olha aí. Perdi a jogada, seu filho da puta!&lt;br /&gt;-Pô Inácio, pega leve aí.&lt;br /&gt; Na mesma hora, a sua chefe levanta e, sem querer, para na frente da televisão tentando pegar um pouco de café sobre a mesa.&lt;br /&gt;-Sai daí, sua puta! Pôrra! Sai fora! Olha lá, olha lá!&lt;br /&gt;   O jogo acabou e ninguém sorriu. Nem mesmo a vitória no mata-mata conseguiu fazer com que todos parassem de olhar para o Inácio. Ele se levantou quieto e foi para o banheiro.&lt;br /&gt;Toc toc toc...&lt;br /&gt;-Inácio, passa na minha sala quando saíres, ok?&lt;br /&gt;-Ok, dona Lívia.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;-Pois não, dona Lívia.&lt;br /&gt;-Inácio, podes me explicar a tua atitude durante o jogo?&lt;br /&gt;-Qual atitude, dona Lívia?&lt;br /&gt;-Ora! Como “qual atitude”? Os palavrões, os xingamentos. A Márcia até chorou, tu não viu?&lt;br /&gt;-Chorou? Não vi, não. Por que? Nós ganhamos.&lt;br /&gt;   Até que o Jorge ligou a tv para os melhores momentos.&lt;br /&gt;-Inácio, isso não é atitude que se tem...&lt;br /&gt;-Pôrra! Olha lá! Aí...quase nessa. Mas são uns putos! Mariquinha, mariquinha.&lt;br /&gt;-Inácio!&lt;br /&gt;-Cala a boca, puta. Olha lá!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-77865923?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/77865923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/77865923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_06_01_archive.html#77865923' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-77473596</id><published>2002-06-07T16:50:00.000-03:00</published><updated>2002-06-07T16:52:21.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;UM SONHO CHINÊS - IV&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Em certa manhã Jack não veio ao encontro de Kun para lhe entregar os jornais.&lt;br /&gt;O chinês ficou na esquina a manhã inteira esperando o seu “sócio”.&lt;br /&gt;A tarde passou, a noite chegou e Kun ainda esperava por Jack.&lt;br /&gt;Chiau estava com fome, então os dois saíram para procurar comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta das dez horas da noite os dois caminhavam por uma rua do Queens, quando foram surpreendidos por um maverick escuro:&lt;br /&gt;- Hei china!&lt;br /&gt;Kun olhou assustado.&lt;br /&gt;- Hei china, come here!&lt;br /&gt;Kun pegou Chiau no colo e começou a correr. Entrou em um beco onde o carro não conseguia passar. Os homens pararam o carro e vieram atrás deles a pé.&lt;br /&gt;O beco ficava entre dois prédios. Era um lugar cheio de latões de lixo e ratos. E no final, para o desespero de Kun, havia uma cerca impulável!&lt;br /&gt;- Te pegamos, china. Não adianta tentar fugir. Onde está Jack?&lt;br /&gt;- Eu não saber!&lt;br /&gt;- Fala, seu bastardo! Fala onde está aquele desgraçado!&lt;br /&gt;- Eu não sabber! Kun estava apavorado.&lt;br /&gt;Nesse momento Chiau começou a latir.&lt;br /&gt;- Cale a boca desse cachorro, seu chinês idiota!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack havia fugido. Os homens que procuravam por ele eram traficantes. Ele lhes devia muito dinheiro. Eles sabiam que Kun e Jack eram amigos e decidiram procurar o chinês. Mas o pobre imigrante não sabia de nada. Ele e seu cachorro só tentavam sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kun apanhou muito naquela noite. E o pobre Chiau presenciou toda a covarde agressão daqueles bandidos insensíveis.&lt;br /&gt;O pobre cão lambia os ferimentos de Kun tentando assim, diminuir seu sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então Kun se ajoelhou, pegou Chiau em seus braços, olhou para o céu cinzento e gritou:&lt;br /&gt;- Chiau Chiau, nunca mais seremos humilhados novamente. Nunca mais apanharemos, passaremos frio, sentiremos fome! A mãe América é boa mas severa. Seremos poderosos e ninguém ousará cruzar nosso caminho.&lt;br /&gt;Chiau concordou:&lt;br /&gt;-  Aaauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-77473596?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/77473596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/77473596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_06_01_archive.html#77473596' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-77462509</id><published>2002-06-07T11:25:00.000-03:00</published><updated>2002-06-07T11:30:50.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;DIRETO DA CLÍNICA DE TRASNSTORNOS - sexta-feira&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.terra.com.br/fotos/foto.cgi/tfL$icttPRoL3eWGFiNuQzcmDZFdwZ3456LiD2XGDUwWy/ft04.jpg" align=right&gt;&lt;br /&gt;VOLTEI. ONTEM FOI DIFÍCIL. O MÉDICO MUDOU A DOSAGEM DA MINHA MEDICAÇÃO. DORMI O DIA INTEIRO, MAS PELO MENOS ME DESAMARRARAM. DE NOITE TINHA CANJA DE GALINHA, MAS VOMITEI TUDO. NÃO CONSEGUI DORMIR DE NOVO ESSA NOITE. AS DORES DE CABEÇA AUMENTARAM.&lt;br /&gt;AMANHÃ É SÁBADO E MINHA MÃE VEM ME VER. ESTOU COM SAUDADES DELA.&lt;br /&gt;ISSO AQUI É UM LIXO. O BANHEIRO NÃO É LÁ COMO AQUELES DE HOTEL. A SERVENTE PASSA UM PANINHO E DEU!&lt;br /&gt;DE REPENTE VOLTO PRA CASA NESSE FINAL DE SEMANA. VAMOS ESPERAR!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-77462509?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/77462509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/77462509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_06_01_archive.html#77462509' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-77418710</id><published>2002-06-06T11:20:00.000-03:00</published><updated>2002-06-07T11:08:29.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;DIRETO DA CLÍNICA DE TRASNSTORNOS - quinta-feira&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.terra.com.br/fotos/foto.cgi/_y321ML_NOCKJxbpl14$OHMujQlREQJmnoK1jecpjiEbG/ft01.jpg" align=right&gt;&lt;br /&gt;BOM DIA! PASSEI UMA NOITE HORRÍVEL. O CARA DO QUARTO AO LADO DO MEU NÃO PARAVA DE GRITAR. LÁ POR UMAS TRÊS DA MANHÃ OS ENFERMEIROS ENTRARM NO QUARTO DELE E ENCHERAM O CARA DE BOLACHA. VOU RECLAMAR MENOS DO MEU ATENDIMENTO AQUI.&lt;br /&gt;O MELHOR DAQUI É A SOPA E OS DESENHOS NA TV. AH, E VI FRANÇA E URUGUAI, HEHEHE...VCS NÃO.&lt;br /&gt;HOJE DE TARDE TENHO CHOQUE E ME PROMETERAM ME DESAMARRAR.&lt;br /&gt;AS DORES VOLTARAM, MAS O COQUETEL NÃO AUMENTOU.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-77418710?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/77418710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/77418710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_06_01_archive.html#77418710' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-77373319</id><published>2002-06-05T10:31:00.000-03:00</published><updated>2002-06-05T10:31:31.550-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>OBA! TÁ CHEGANDO A SOPINHA. DEPOIS DA SONECA EU VOLTO. VOU FALAR DA ENFERMEIRA PRA VOCÊS.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-77373319?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/77373319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/77373319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_06_01_archive.html#77373319' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-77373116</id><published>2002-06-05T10:26:00.000-03:00</published><updated>2002-06-06T12:52:57.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;DIRETO DA CLÍNICA DE TRASNSTORNOS - quarta-feira&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.terra.com.br/fotos/foto.cgi/B16fgabBbcm5o0QEDgLscxaIpXDYHXoK345gphREpSHQw/ft03.jpg" align=right&gt;&lt;br /&gt;OI GENTE. ATÉ QUE DÁ PRA CURTIR O RIO DE DENTRO DESSE QUARTO HORRÍVEL. CONSEGUI UM MICRO DEPOIS DE MUITO CUSTO. ESTOU BEM. QUERO AGRADECER AS MENSAGENS CARINHOSAS E PREOCUPADAS. ME INTERNEI SEGUNDA-FEIRA COM FORTES DORES DE CABEÇA E UMA VONTADE ENORME DE EXPLODIR ALGUMA COISA. MAS ESTOU MELHOR. A DOR DE CABEÇA PASSOU, SÓ DÓI AGORA OS BRAÇOS POR CAUSA DAS AMARRAS DE COURO NA CAMA. MAS O DOUTOR ME DISSE QUE SE EU ME ACALMAR ELE ME DESAMARRA. TOMARA! O ELETROCHOQUE NÃO É TÃO RUIM, NÃO. O AUSTREGÉSILO AUMENTOU UM POUCO.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-77373116?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/77373116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/77373116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_06_01_archive.html#77373116' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-77329587</id><published>2002-06-04T10:34:00.000-03:00</published><updated>2002-06-04T10:34:57.260-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;b&gt;QUEREMOS INFORMAR QUE POR PROBLEMAS CEREBRAIS O AUTOR DESSE BLOG ESTÁ INTERNADO EM UMA CLÍNICA PARTICULAR NO RIO DE JANEIRO.&lt;br /&gt;ASSIM QUE CONSEGUIR UM COMPUTADOR CONECTADO À INTERNET, ELE CONTINUARÁ SUAS HISTÓRIAS.&lt;br /&gt;DESCULPEM O TRANSTORNO E PASSEMOS BOAS ENERGIAS AO ESCRITOR.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-77329587?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/77329587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/77329587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_06_01_archive.html#77329587' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-77184001</id><published>2002-05-31T11:45:00.000-03:00</published><updated>2002-06-07T16:52:59.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;UM SONHO CHINÊS - III&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O jornaleiro se chamava Jack. Era um afro-americano com forte pigmentação melanínica.&lt;br /&gt;Jack ofereceu emprego para Kun. Em troca o chinês receberia parte do salário do jornaleiro.&lt;br /&gt;Kun aprendeu rápido como se vender um jornal, embora acredito que essa atividade não seja muito difícil, e aprendeu o valor das notas de dólares, as "verdinhas" como eram conhecidas no oriente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chiau ficava sempre à volta de Kun. Sua primeira refeição foi "hot dog". Que ironia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que Kun nem imaginava era que Jack usava seu tempo livre como empregador de Kun, para consumir drogas na “cracolândia” de Manhattan.&lt;br /&gt;Jack era viciado desde os seus 15 anos, e agora poderia passar o dia inteiro se drogando ás custas do chinês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kun conseguiu alugar um quarto numa pensão no Queens. Toda manhã ele ía até o ponto de vendas de jornal e voltava só à noite para casa. Kun estava trabalhando muito mas tudo aquilo compensava pois ele agora estava na América!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chiau passava todo o dia em volta de Kun. Ele dava umas voltas perto procurando comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, Jack se drogava cada vez mais e, proporcionalmente, gastava o dinheiro que Kun lhe pagava. Jack estava na beira do poço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://byrocai.blogspot.com/2002_06_01_byrocai_archive.html#77473596"&gt;continua...&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-77184001?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/77184001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/77184001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_05_01_archive.html#77184001' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-77062148</id><published>2002-05-28T10:41:00.000-03:00</published><updated>2002-05-31T11:51:00.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;UM SONHO CHINÊS - II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;E conseguiu. Trabalhou 3 meses feito um louco e, a muita custa de seu corpo e muito suor, ele conseguiu "comprar uma passagem" em um navio cargueiro que trazia mercadorias para os EUA. &lt;br /&gt;Ainda no porto de NY, perdido entre containers e máquinas pesadas, Kun encontrou um amigo que veio junto com ele no navio. Um amigo baixinho, antipático, preto com manchas brancas, mas que logo ganharia a sua simpatia.&lt;br /&gt;Chiauchiau era um cão que fugiu do mercado chinês onde era esposto como "alimento". Se não fosse seu espírito guerreiro, essa hora ele estaria sendo comido com sopa.&lt;br /&gt;Eles se dariam bem na América. Kun e Chiau se tornariam amigos inseparáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kun precisava trabalhar e, ao mesmo tempo, fugir da imigração. Já Chiau precisava comer, e também fugir, só que da carrocinha de cachorros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Yo, man! What's up?&lt;br /&gt;Kun não sabia nenhuma sílaba em inglês quando foi interrogado pelo vendedor de jornais.&lt;br /&gt;-Hei man! &lt;br /&gt;Com mímicas (a linguagem universal), Kun se aproximou do homem e explicou sua situação.&lt;br /&gt;Admirado com tamanha hospitalidade do povo americano, Kun se surpreendeu quando o vendedor de jornais lhe ofereceu emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.byrocai.blogspot.com/2002_05_01_byrocai_archive.html#77184001"&gt;&lt;i&gt;continua...&lt;/i&gt; &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-77062148?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/77062148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/77062148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_05_01_archive.html#77062148' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-77061523</id><published>2002-05-28T10:18:00.000-03:00</published><updated>2002-05-31T11:50:16.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;UM SONHO CHINÊS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.byrocai2.hpg.ig.com.br/entretenimento/106/byrocai2-1296-7.jpeg" align=left&gt;Yun Chei Kun era um pobre chinês de 33 anos que vivia em Seul. Ele participou das manifestações na Praça da Paz Celestial há alguns anos, quando vários de seus amigos morreram. Yun Chei veio de uma família pobre, camponeza, com vários irmãos. Cedo, ele foi para a cidade grande tentar a vida. Conseguiu, com muito esforço, entrar na universidade, mas logo teve que abandoná-la pois tinha que trabalhar, e muito.&lt;br /&gt;Kun conheceu um aliciador de trabalhadores que recrutava jovens para servirem de mão-de-obra em produções de larga escala dentro de porões de navios que costeavam o litoral chinês.&lt;br /&gt;Como estava desesperado e precisava mandar dinheiro para casa, Kun se viu obrigado a aceitar o convite.&lt;br /&gt;Passadas duas semanas a bordo, Kun estava se sentindo muito solitário e deprimido. Cansado ao ponto de quase desmaiar, Kun se recostou no convés do navio e contemplou o litoral de sua terra querida que ele aprendeu a amar desde a infância. &lt;br /&gt;Mas valia a pena todo aquele sacrifício para sobreviver em um país que não ligava a mínima para ele? Depois de muita reflexão, ele imaginou uma solução.&lt;br /&gt;Kun estava decidido. Viria para a América ganhar dinheiro, morar em NY e trabalhar em Chinatown...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.byrocai.blogspot.com/2002_05_01_byrocai_archive.html#77062148"&gt;&lt;i&gt;continua...&lt;/i&gt; &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-77061523?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/77061523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/77061523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_05_01_archive.html#77061523' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-77024826</id><published>2002-05-27T12:04:00.000-03:00</published><updated>2002-05-27T12:04:42.733-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Em breve &lt;i&gt;Chiauchiau&lt;/i&gt;, o cãozinho chinês que virou jornaleiro na América.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.byrocai2.hpg.ig.com.br/entretenimento/106/byrocai2-7-fl_album1.jpeg" align=right&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-77024826?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/77024826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/77024826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_05_01_archive.html#77024826' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-77023198</id><published>2002-05-27T11:05:00.000-03:00</published><updated>2002-05-27T11:09:19.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;TOP&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Como é moda de fazer Tops, do tipo TOP 5 das coisas que amos, que melhor faço etc, estou lançando o &lt;b&gt;TOP 10 DE COISAS QUE MAIS ME IRRITAM :&lt;/b&gt;1) meias sem elástico. Daquelas que a gente dá 10 passos e tem que parar só para puxar ela de dentro do sapato;&lt;br /&gt;2) sair do banho e me dar conta que esqueci de trazer a toalha;&lt;br /&gt;3) daí ter que me secar na mínima toalha de rosto úmida que está pendurada ao lado da pia;&lt;br /&gt;4) faltar luz e a água esfriar durante o banho;&lt;br /&gt;5) lavar o cabelo com condicionador;&lt;br /&gt;6) tomar café com leite morno;&lt;br /&gt;7) estar morrendo de fome e, na ânsia de matar a vontade, engolir a comida que está muito quente e queimar a boca;&lt;br /&gt;8) ser acordado por alguém e esse alguém ficar rindo da minha cara só porque dormi demais e não sei onde estou;&lt;br /&gt;9) não ter comida na geladeita quando acordo;&lt;br /&gt;10) ter que conversar na hora de comer. Hora de comer é para comer. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-77023198?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/77023198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/77023198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_05_01_archive.html#77023198' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-76842354</id><published>2002-05-22T12:19:00.000-03:00</published><updated>2002-05-24T10:10:59.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;OI QUERIDA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.byrocai2.hpg.ig.com.br/entretenimento/106/byrocai2-1-fl_album2.jpeg" align="left"&gt;&lt;br /&gt;Essa coisinha fofa aí é, nada mais nada menos, que a &lt;b&gt;MINHA&lt;/b&gt; &lt;i&gt;Sharon Stone&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt; Mesmo com um derrame cerebral, o marido atacado por um dragão de Comodo, ser perseguida por um fã e ser roubada por sua empregada, ela continua assim, linda.&lt;br /&gt;Além de tudo é charmosa e inteligente. E nada, nenhum pouquinho vulgar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-76842354?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/76842354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/76842354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_05_01_archive.html#76842354' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-76797520</id><published>2002-05-21T10:53:00.000-03:00</published><updated>2002-05-21T10:53:12.676-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;O Divino Desjejum&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;   Mais um dia de trabalho. Mais uma cansativa manhã. Ele odiava o chefe, detestava o trabalho, cultivava um horror pelos seus colegas de escritório. Mas algo o fazia ver que o sacrifício de penetrar sua alma no inferno valia a pena.&lt;br /&gt;   A melhor parte do dia era a hora do café. Ele não gostava de cafeína, nem da atmosfera da pequena cozinha do escritório: uma sala de 1,50m por 1,50m, com uma pequena mesa onde repousava uma toalha velha de plástico, a pia enferrujada e o microondas suspenso na parede. Mas era naquele lugar, naquele purgatório com cheiro de manteiga e teto mofado, que sua inspiração lhe aparecia.&lt;br /&gt;   A secretária. Ahhh, a secretária! Ele a conheceu no mês anterior e, desde então, não a tirou mais da cabeça. Ele não sabia dizer o porquê. Talvez pelos seus olhos amendoados, ou seu cabelo sedoso. Quem sabe pela sua boca carnuda ou o seu perfume. Mas a secretária que freqüentava todo o dia, à mesma hora, a cozinha do escritório, fazia o seu dia de trabalho no inferno valer a pena.&lt;br /&gt;   Foram se acostumando, um com a presença do outro. Certo dia ela lhe emprestou a colherinha para ele mexer seu café. Foi o primeiro passo. E a cena ele jamais esquecerá: com movimentos circulares, ela formava um turbilhão negro na pequena xícara de porcelana, provava a escura bebida com receio de queimar os lábios. A colher entrava em sua boca com delicadeza e a abandonava fazendo com que seus lábios ainda abraçassem o objeto, parecendo que não queriam se separar.&lt;br /&gt;   Em cada manhã havia uma poesia. Uma comédia. Uma “Divina Comédia” digna de Dante. Ele entreva no inferno às 8:30h da manhã. Na metade do turno, passava ao purgatório minúsculo com cheiro de manteiga, e lá, aguardava a sua Beatriz, que lhe guiaria pelo paraíso de imagens que ele testemunhava com seus olhos fantasiosos.&lt;br /&gt;   Mas em um certo dia, entrando na cozinha, ele encontrou um aviso: “A CAFETEIRA ESTÁ ESTRAGADA.” Isso serviu para ele entrar em pânico. Esperou durante 45min. Sua deusa adentrar no recinto. Mas nada.&lt;br /&gt;   Ele se desesperou e desceu até o bar da esquina. Olhou em volta e reconheceu aqueles cabelos perto do balcão. Ficou observando e seu coração disparou. Mas quando a sua Beatriz se virou para o lado, buscando o açucareiro, mastigando um pastel vorazmente, ao lado de um velho que fazia jogo do bicho e tomava cerveja, ele despencou. Nada daquilo era pelo que ele havia se apaixonado. Aquela mulher, agora desconhecida, que sua imagem se confundia por entre os pôsteres de cerveja e as garrafas de cachaça expostas na parede, não era a mesma.&lt;br /&gt;   O desejo, a esperança, a fantasia, se foram pelo ralo da pia engordurada daquele bar e sua vida mudou. Com raiva, ele voltou à cozinha do escritório, quebrou o microondas e foi despedido. E nunca mais encontrou sua Beatriz.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-76797520?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/76797520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/76797520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_05_01_archive.html#76797520' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-76797257</id><published>2002-05-21T10:44:00.000-03:00</published><updated>2002-05-21T10:44:57.296-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>  &lt;b&gt;ALTA FIDELIDADE&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;  Robervaldson estava desempregado. Já havia feito de tudo na vida. Começou cedo, aos 12 anos ajudava o pai que era pedreiro. Aos 14 foi iniciado por um tio na arte da padaria. E assim por diante. Mas como a maior parte do povo brasileiro, ele perdeu o emprego e não conseguiu mais entrar no mercado de trabalho. Nem no informal.&lt;br /&gt;   Rober, como a sua mãe lhe chamava desde menino, comprava os classificados todos os domingos na esperança de achar uma oportunidade. Ele topava qualquer coisa: telemarketing, panfletagem, segurança.&lt;br /&gt;   Em uma tarde de domingo, após ver o clássico Paissandú e Internacional de Limeira pela televisão, Rober começou a folhear o jornal procurando uma oportunidade. Já desiludido pelos inúmeros anúncios inúteis, sua atenção foi chamada para o canto inferior direito da última página: Precisa-se de um segurança para trabalhar na zona norte 6h/dia. O trabalho é em uma residência e o candidato não precisa ter experiência. Interessados, comparecer amanhã na primeira hora da tarde na rua Moscowitz, 49. Nossa! Isso parecia muito interessante. &lt;br /&gt;   Na manhã seguinte Robervaldson acordou entusiasmado. Acendeu uma vela para o seu santo, botou sua melhor roupa, fez a barba, se perfumou e foi à luta.&lt;br /&gt;- Amor, disse Rober para sua esposa, Lucélia. Tenho uma entrevista de emprego. Me deseja boa sorte.&lt;br /&gt;- Pódexá, môre!, respondu sua esposa com um sorriso irônico e levantando a sobrancelha esquerda.&lt;br /&gt;   Depois de andar mais de cem quilômetros dentro da cidade, e pegar três ônibus para chegar à entrevista, Robervalson encontra uma bela casa na rua Moscowitz, 49.&lt;br /&gt;   Tocou o interfone e uma voz de mulher pediu para que ele entrasse. Subiu as escadas e a porta da grande casa se abriu.&lt;br /&gt;-   Boa tarde. Vim para a entrevis...., antes de acabar a frase, ele é surpreendido por uma linda loira de olhos azuis, seios fartos, lindas e compridas pernas à mostra e um sorriso infinito aberto no rosto.&lt;br /&gt;-   Boa tarde! Meu nome é Sheila. Fique à vontade. Pode sentar.&lt;br /&gt;   Robervaldson tremeu na base com tamanha loira à sua frente, mas encarou, da forma mais tranqüila possível, sentar ao lado daquela maravilhosa mulher que lhe tratava tão bem.&lt;br /&gt;- Seu nome é...?&lt;br /&gt;- Robervaldson Uóchinton da Silva, senhora.&lt;br /&gt;- Nossa, que lindo nome! Parece nome de presidente da ....França! Posso te chamar de Rober? (* Obs1.: a loira confundiu Uóchinton com Washington e também confundiu o país. Deveria ser EUA).&lt;br /&gt;- Pode sim senhora.&lt;br /&gt;- Pois bem, Rober...hihihi. Você não está com calor?, perguntou a mulher se insinuando.&lt;br /&gt;- Não dona, obrigado., respondeu ele suando feito um porco que entra no abatedouro.&lt;br /&gt;- Rober...Uóchinton, né?&lt;br /&gt;- Não dona, Robervaldson.&lt;br /&gt;- Háaa, claro.&lt;br /&gt;- Rober...uóchinton, a vaga que está aberta é para segurança. Meu segurança. Como a violência está muito, muito...(* Obs2.: nota-se aqui que o vocabulário da loira era estupidamente restrito) muito grande e eu sou uma mulher rica, bonita e...rica, resolvi contratar um segurança para me proteger.  E parece que você faz o tipo de segurança que eu estou procurando.&lt;br /&gt;   Robervaldson, ainda que humilde, simplório, inocente e feio, notou que a sua futura empregada estava dando em cima dele. Mas, contrariando o que o seu instinto afirmava, ele tentou acreditar que ela estava apenas tentando ser simpática.&lt;br /&gt;- Roberuóchinton...&lt;br /&gt;- Robervaldson, dona.&lt;br /&gt;- Ok...você é casado?&lt;br /&gt;- Sou sim senhora!, respondeu ele se arrependendo da resposta quando acabou de dizer a frase.&lt;br /&gt;- É casado então.&lt;br /&gt;- Sim. É...ãhhh, sou sim.&lt;br /&gt;- Então você é casado, mesmo?&lt;br /&gt;- Sim....sou casado.&lt;br /&gt;-  É que estou atrás de um segurança...já lhe disse que você tem olhos muito bonitos?, interrompeu o assunto a mulher.&lt;br /&gt;   Rober já não entendia nada. “Meus olhos bonitos?”, ele pensou. Aqueles olhos opacos, cansados, com várias veias vermelhas dando a impressão que acabara de sair de uma piscina extremamente concentrada de cloro. Ele estava tremendamente sem jeito. Escondendo o rosto pela timidez, ele responde:&lt;br /&gt;- Não senhora...não.&lt;br /&gt;-   Lindos olhos. Pois bem. Preciso de um segurança que passe muito tempo comigo. Que vá às compras comigo, que me leve ao clube, à academia, na casa das minhas amigas...assim, um guarda-costas, tipo naquele filme, com aquela mulher...e aquele ator...como se chamam? Celine Dion e  o cara q	eu fez Indiona Jones (Obs 3.: a loira sabia muuuuiito de cinema!).&lt;br /&gt;- Sei sim.&lt;br /&gt;- E que tenha mãos fortes, braços fortes, que seja forte.&lt;br /&gt;   Rober era muito magro. Mas ele sentiu que o elogio era para ele e a loira estava cada vez mais perto. Seu raciocínio foi interrompido:&lt;br /&gt;- Você me acha gorda? Acha? Pode dizer. Vou dar uma voltinha, olha bem., a loira se levantou e começou a desfilar a um palmo do nariz de Robervaldison.&lt;br /&gt;- Isshhhh, Nossa Senhora. O que eu tô fazendo aqui, resmungou ele.&lt;br /&gt;- Eu acho minha bundo “meia” grande. O que você acha? E os meus seio...sabia que botei silicone? Quer tocar? &lt;br /&gt;   Rober estava suando frio. Estava muito nervoso. Não conseguia pronunciar nenhuma palavra. Mulher boa daquelas só havia visto na oficina do Zé Luis, seu amigo, e em pôster ainda.&lt;br /&gt;   A loira se insinuava ainda mais até que ela senta no colo dele, chega bem perto de seu ouvido e peregunta:&lt;br /&gt;-   Rober, você é tão sexy. O que você acha de irmos para um barzinho para conversarmos melhor. A faxineira está chegando e o aspirador de pó faz muito barulho. Vamos?  Robervaldson concordou e eles foram no carro de Sheila para um bar ali perto.&lt;br /&gt;   Chegaram no bar e a loira continuou a lançar suas garras sobre o pobre desempregado. E ele estava caindo direitinho. Jamais uma mulher daquele porte havia lhe dado a atenção. Ainda mais aquele tipo de atenção.&lt;br /&gt;- Rober, você é o meu tipo, sabia?  Ele já estava completamente sem jeito:&lt;br /&gt;- Não...não senhora.&lt;br /&gt;- Nós podemos nos encontrar de noite...assim...gostoso. Em um lugarzinho, só nós. Ele engoliu seco aquele convite. Não sabia o que fazer, então pediu uma Coca-Cola.&lt;br /&gt;   A loira chegou bem perto dele e começou a lhe acariciar a cabeça, depois os braços. Lhe susurrava no ouvido. Rober já estava quase, mas quase, mas quase mesmo se entregando, quando Sheila olha para ele e diz:&lt;br /&gt;- Está vendo aqiele espelho? Você acabou de participar do Teste de Fidelidade do joão Kléber. Dá um tchauzinho pra Lucélia, dá.&lt;br /&gt;   Robervaldson se sentindo o último da face da Terra, olhou para o espelho e falou:&lt;br /&gt;- Oi amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  Pára tudo! Vocês viram que ele tocou na perna da moça! Como é que é, produção? Tiveram que cortar porque ele queria ir além? Como é? Ele queria mais, é?&lt;br /&gt;   O auditório vai à loucura. Lucélia estava no meio do palco olhando para o monitor e vendo o teste que ela arranjara para ver o quanto fiel era seu marido.&lt;br /&gt;- Picachu...é agora! É agora. Entra Robervaldson!&lt;br /&gt;   Nesse momento, Rober entra no palco com uma cara de cachorro ladrão e com um buquê de rosas na mão. Se dirige à Jucélia e diz:&lt;br /&gt;- Não é nada do que você está pensando. Foi uma brincadeira.&lt;br /&gt;- Brincadeira? Eu vi você cantando aquela loira. Vi você olhando pros peito dela. Você pediu pra ela desfilar? Nunca me pediu isso!&lt;br /&gt;- Mas Ju...meu amor!&lt;br /&gt;- Não me chama de meu amor! Quero me separar. Não te quero mais. Isso é traição! Eu vi você passando a mão nela!&lt;br /&gt;- Não foi nada disso!&lt;br /&gt;   Passaram cinco minutos discutindo em rede nacional. Jucélia começou a chorar e Robervaldison teve que lhe pedir perdão por algo que não fez. Ele não conseguiu o emprego e ainda teve que aturar a gozação “do pessoal da rua”. João Kléber bateu mais uma vez o recorde de audiência. E a loira, a Sheila, posou para uma revista masculina.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-76797257?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/76797257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/76797257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_05_01_archive.html#76797257' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-10449310</id><published>2002-03-06T11:25:00.000-03:00</published><updated>2002-03-06T11:25:37.070-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;A BUNDA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Pelo fato de ser o que é, muitos não a dão o seu devido valor. A bunda absten-se da visão do futuro, vivendo apenas do passado. Tudo por ela, quando passa, já passou. E tudo passa, até mãos atrevidas que sismam em buliná-la quando bem encontrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a bunda é linda. Eu gosto de bunda. Quando me perguntam qual é a primeira coisa que olho em uma mulher, respondo: depende, se estou abaixado em um ônibus lotado procurando uma moeda que caiu no chão e tenho que me segurar para não cair quando o motorista freia, são bundas. Muitas delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bundas fizeram parte da infância de todos nós. Se lembram quando aquele colega que não gostávamos nos xingava de "cara-de-bunda"?&lt;br /&gt;O que é um cara-de-bunda? Não faço a mínima idéia de alguém sem olhos, bochechas grandes e uma boca, no mínimo, muito estranha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha proteção de tela que parece uma. Bem de perto. Na verdade é a foto de um eclipse solar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se o universo for uma grande bunda? E se o Sol for um grande, como diríamos, ânus seleste?&lt;br /&gt;Tudo seria diferente: o modelo atômico teria pregas, o nome da estrada seria "Rota do C...", as cores do arco-íris seriam afetadas. Creio eu que até o tempo mudaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas infelizmente temos que nos contentar com a verdade. A realidade.&lt;br /&gt;por Lucas A.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-10449310?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/10449310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/10449310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_03_01_archive.html#10449310' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-10407748</id><published>2002-03-05T11:48:00.000-03:00</published><updated>2002-03-05T11:48:37.150-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;TROTE   &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;   Primeiro dia de aula na faculdade. Trote em todas as unidades. Meia dúzia de veteranos que se acham espertos invadindo salas lotadas de bixos e cobrando pedágio.&lt;br /&gt;- Agora todo mundo em fila!, gritou a gordinha se achando superior.&lt;br /&gt;   Daí, sem um pio, o bando de adolescentes recém saídos do segundo grau se enfileiraram na parede, de cabeça baixa e olhos medrosos.&lt;br /&gt;-   Agora, os veteranos vão recolher cinco reais de cada um e, para vocês não fugirem, entreguem um calçado que o pessoal passará recolhendo. Fiquem tranqüilos que serão entregues no final da brincadeira. A gordinha gritava com muita gana. Essa era a vez da sua vingança. Ela passara por tudo isso no semestre passado.&lt;br /&gt;   Ouvindo a arruaça no corredor, formandos se aproximaram da fila de mulheres calouras e, olhando de cima a baixo com um sorriso irônico, faziam comentários em voz alta sobre os peitos de uma ou a bunda da outra.&lt;br /&gt;   Mas além de gorda, com a voz estridente, antipática e horrorosa, a gordinha que comandava a Gestapo universitária era sarcástica.&lt;br /&gt;- Aquele ali tem uma perna mecânica! Arranquem a prótese dele, assim não tem como fugir! Hahahahaha.&lt;br /&gt;- Cris, Cris, e aquelas irmãs siamesas? De quem eu tiro o sapato e quanto dinheiro recolho?&lt;br /&gt;- Essas aí não têm vez. Tira os dois e cobra dez reais.&lt;br /&gt;   A gorda Cris não tinha a menor piedade.&lt;br /&gt;por Lucas A.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-10407748?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/10407748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/10407748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_03_01_archive.html#10407748' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-9823269</id><published>2002-02-17T18:04:00.000-03:00</published><updated>2002-02-17T18:04:23.270-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Foi bom passar uma semana no interior do Rio Grande do Sul. Principalmente os três dias de abstensão total da televisão e rádio, sem luz durante a noite e acordando aos sons dos pássaros. &lt;br /&gt;Mas estou aqui por poiuco tempo. Desculpem-me a displiscência mas estou de férias e em um momento de reflexão absoluta. Novidades somente em março. &lt;br /&gt;Um abraço. &lt;br /&gt;por LucAz.&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-9823269?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/9823269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/9823269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_02_01_archive.html#9823269' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-8902115</id><published>2002-01-21T14:02:00.000-03:00</published><updated>2002-01-21T14:03:37.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;DUELO DE TITÃS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;   Tudo parecia uma maravilha. Mar, sol, praia, areia, fossa entupida, falta de água, vizinho barulhento. Foi quando Josias sentiu uma imensa vontade de ir ao banheiro.&lt;br /&gt;   Mas o pequeno e constrangedor problema era que Josias, como a maioria de nós, não se sentia à vontade em banheiros estranhos, desconhecidos. Ainda mais quando se estava na casa da namorada, com a sogra, os cunhados, o sogro e, para completar, a porta do banheiro não trancava.&lt;br /&gt;   Ele agüentou o primeiro dia. Se distraiu, jogou futebol, ajudou o sogro a cortar a grama. O segundo dia também, embora sua mente era inundada pelo desejo de relaxar plenamente. Mas algo falava mais alto, muito mais alto. Ele não conseguiria. E se alguém entrasse no recinto naquela hora? Tinha que pensar em alguma solução. &lt;br /&gt;   A família nunca o deixava sozinho em casa. Foi quando surgiu a idéia de ir ao banheiro de madrugada. Josias botou o despertador para as 4h de manhã. Levantou pé por pé e invadiu, com toda a vontade de que era capaz, o banheiro a fim de dar um término na sua angústia.&lt;br /&gt;   Cinco minutos, e nada. O seu medo agora era o barulho. Os sons oriundos do seu íntimo seriam capazes de acordar a família de sua Frau? Josias fracassou. Não foi digno da sua própria vontade de se ver livre do peso colérico.&lt;br /&gt;     Acordou no quarto dia injuriado. Ele estava irado. A raiva contida, e as outras coisas contidas também, o deixaram tremendamente desconfortável perante a família de sua amada. Naquele dia, Josias não almoçou, não foi à praia e não jantou.&lt;br /&gt;   No quinto dia ele não agüentou mais. Precisava ir ao banheiro e era agora. Juntou toda a coragem, meditou, e como um gladiador, invadiu a arena sanitária e se pôs a postos para o duelo.&lt;br /&gt;   E que duelo. O produto havia passado quatro dias a mais dentro de seu intestino que não parava de absorver água. Por isso, nem reza braba ajudava. Enquanto Josias se apoiava na pia com o braço esquerdo, o direito segurava o suporte da toalha de rosto e os pés escoravam a porta para que nenhum intruso se entrometesse na disputa.Como uma marmota parindo um filhote de elefante, Josias gritou, e gritou desesperadamente com direito até a chamar sua mãe.&lt;br /&gt;   Ironicamente, após todos os esforços do nosso herói em não ter seu ato conscientizado pela família da moça, Josias foi levado ao posto médico pelo seu próprio sogro para tratar sua hemorróida, troféu de um guerreiro solitário.&lt;br /&gt;por Lucas A.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-8902115?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/8902115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/8902115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_01_01_archive.html#8902115' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-8402589</id><published>2002-01-04T10:36:00.000-03:00</published><updated>2002-01-04T10:38:00.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>continuação...   &lt;b&gt;HIPOTECA CEREBRAL  |  Parte IV   &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;   Depois de acabar de comer, fomos pro meio da aldeia ver umas danças que eles queriam apresentar para nós, visitantes. Já era noite. O Xisto se despediu e disse que no outro dia ele vinha falar com a gente. Agradecemos e ele sumiu na floresta escura.&lt;br /&gt;   Ficamos mais umas duas horas em volta da fogueira, vendo as danças dos índios. Pessoal super bacana. Começou a dar um puta sono e fomos nos recolher. &lt;br /&gt;   Entramos na oca. Muito lôco! Enorme e cheia de redes de dormir. Me disseram para escolher uma e peguei a que me pareceu a mais simples. O gordo, pra variar, quis dar de gostoso e, sem querer, se deitou na rede do chefe. O cara só faltava engolir o Juliano.&lt;br /&gt;   Peguei no sono muito rápido. Acordei no meio da noite com a penumbra da fogueira  e o gordo se agitando na rede ao lado.&lt;br /&gt;- Juliano... Juliano...acorda, porra!&lt;br /&gt;- Ãhh? Bah meu, que pesadelo filho da puta.&lt;br /&gt;- Tu comeu demais.&lt;br /&gt;- Não foi isso. Quero te falar uma coisa que não falei pra ninguém...&lt;br /&gt;- Aaaa tá, só falta me dizer que tu é viado. Se for isso, eu já sabia.&lt;br /&gt;- Vai tomar no teu cú, palhaço! Te lembra daquela vez, no Irã, dentro do caminhão...?&lt;br /&gt;- Lembro, o que tem?&lt;br /&gt;- Lembra a porradeira que fechou com uns caras e o soldado...aquela hora que a gente fugiu?&lt;br /&gt;- Lembro, o que que é?&lt;br /&gt;- Pois é, o cara parecido com o padre Marcelo...matou um cara! O soldado.&lt;br /&gt;- Tá, e daí? Se ele não tivesse feito isso, agente tava lá ainda...enterrado na areia.&lt;br /&gt;- Acontece que o cara pegou uma cruz de prata, começou com um canto gregoriano, abraçou o soldado que dois segundos depois caiu morto.&lt;br /&gt;- Cala boca, gordo! Não fala merda!&lt;br /&gt;- É sério, meu. O pior é que eu acho que ele é o padre Marcelo mesmo.&lt;br /&gt;- Por que?&lt;br /&gt;- Porque depois de matar o cara, ele começou a cantar: ”Erguei as mãos e dai glória a Deus...”.&lt;br /&gt;- Vai à merda, gordo! Vai dormir.&lt;br /&gt;   Acordei cedo com o barulho dos curumins sacaneando o Juliano. Eu tava com fome, tinha que comer alguma coisa. Olhei nas panelas de barro e só tinha um resto de mingauzão de ontem, e aquilo não estava muito apetitoso. &lt;br /&gt;- Auí malaka ouiname!&lt;br /&gt;- Ok chefe!&lt;br /&gt;- O quê? Tu tá entendendo o que ele diz?&lt;br /&gt;- Claro, gordo!&lt;br /&gt;- Mas só estamos há uma noite aqui.&lt;br /&gt;- Te rala...tu é um puta burro.&lt;br /&gt;De vez em quando eu tinha dó do gordo, mas ele era metido mesmo.&lt;br /&gt;- A gente vai caçar com ele.&lt;br /&gt;- Como assim, “a gente”?&lt;br /&gt;-   Isso mesmo, gordo! Levanta e vamo lá. Tu desbancou a ceia ontem, agora tem que mostrar gratidão e trazer um “elefante” pra compensar o teu estrago.&lt;br /&gt;     As índias nos pintaram com urucum. O gordo não tirava o guanaco das costas. Os índios nos deram uma rápida noção de como utilizar um arco e uma flecha e já entramos no mato.&lt;br /&gt;- Auí mauê kala ainta..&lt;br /&gt;- Juliano, presta a atenção! Tá vendo aquela árvore alí? Tem uns macacos lá em cima. A gente tem que flechá os bicho! Juliano? Gordo?...&lt;br /&gt;Deu um desarranjo no gordo por causa das toneladas de carne de macaco que ele havia ingerido na noite anterior. Vi ele abaixado, atrás de uma árvore, se esvaindo em bosta.&lt;br /&gt;Olho pro lado e ví um índio apontando a flecha para aquele animal peludo detrás da árvore.&lt;br /&gt;- Nãããoooo! É o gordo vestido de guanaco! Não atira!&lt;br /&gt;Tarde demais. O índio pensou que fosse uma anta e flechou o gordo. Bem na bunda! O Juliano deu um bérro que os macacos dispersaram.&lt;br /&gt;- Porra Juliano, tu tá bem?!&lt;br /&gt;- Ahhh, minha bunda? Índio filho da puta!&lt;br /&gt;- Fica frio, gordo...o cara fez sem querer!&lt;br /&gt;   Nessas alturas o chefe tava querendo comer o gordo de tanta raiva. Íamos ficar sem comida de noite por causa do bérro dele. A coisa tava ficando preta. Sabia que mais cedo ou mais tarde o chefe ía nos expulsar dali por causa do Juliano.&lt;br /&gt;   O Xisto apareceu lá na aldeia de tarde com caixas e mais caixas de Nissim Miojo.&lt;br /&gt;- Ô Xisto, qual é? Como tu conseguiu esses miojos?&lt;br /&gt;- Ah, meu amigo. São os mistérios da floresta.&lt;br /&gt;- Legal! Será que tu não descola um Nescau?&lt;br /&gt;- Vou tentar.&lt;br /&gt;   Descobrimos que o Xisto vendia ervas medicinais num garimpo ali perto e trocava por produtos dos mais variados tipos.&lt;br /&gt;- Xisto, quero ir contigo da próxima vez. Vou tentar vender meu pála de Guanaco.&lt;br /&gt;- Grande Juliano! É isso aí!&lt;br /&gt;   O Xisto tinha a manha da propaganda. Parece que foi publicitário uma época.&lt;br /&gt;   No outro dia fomos no garimpo. Troço horrível. Uma puta clareira na mata, um monte de caminhões e uma baita destruição. O Xisto reuniu o pessoal pra fazer o comércio. O gordo trouxe o pála pra poder vender. A sorte é que o pessoal era muito religioso e logo já se interessaram pelo Guanaco. Lhes parecia uma vestimenta religiosa típica do nordeste. Resumindo, o gordo trocou o pála de Guanaco por um Jipe.&lt;br /&gt;    Voltamos para a aldeia. Fiz o gordo comprar umas “cucas” pro chefe pra limpar a barra. O chefe adorou, ele disse:&lt;br /&gt;- Yundo mick avunt lant.&lt;br /&gt;- Eu também chefe, principalmente com café.&lt;br /&gt;- Ô Lucas, o que tu tá falando com ele?&lt;br /&gt;- Ele me disse que adora “cuca”...&lt;br /&gt;Passamos mais um dia ali com eles e nos despedimos. Tínhamos muito trabalho pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;CONTINUA...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;por Lucas A.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-8402589?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/8402589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/8402589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2002_01_01_archive.html#8402589' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-8207269</id><published>2001-12-27T10:38:00.000-03:00</published><updated>2001-12-27T10:38:36.396-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>   &lt;b&gt;ASSASSINATO&lt;/b&gt; | Parte 2&lt;br /&gt;   Passei a noite pensando no que tinha visto. Aquela cena no quarto me chocou bastante. Não sei por que. Já vi gente morta de perto, mas ali era diferente. Não sei se a mulher me parecia familiar, ou era pelo tipo de morte, sei que estava chocado.&lt;br /&gt;   Fui para o jornal. Consegui chegar mais cedo dessa vez.&lt;br /&gt;- Renato, recado pra ti.&lt;br /&gt;- De quem?&lt;br /&gt;- Tá anotado na tua mesa.&lt;br /&gt;   Era um bilhete do Ricardo dizendo pra eu ligar para ele.&lt;br /&gt;- Fala Ricardo.&lt;br /&gt;-   E aí Renato. É o seguinte: novidades! Me encontra no Café da Duque às 11h, pode ser?&lt;br /&gt;- Claro! Sobre a modelo?&lt;br /&gt;- Isso. Depois nos falamos. Ah, e fica calado!&lt;br /&gt;- Pode deixar. Um abraço!&lt;br /&gt;   Hummm, o Ricardo estava estranho. Deveriam ter descoberto algum suspeito ou até solucionado a porcaria.&lt;br /&gt;   11h. Nada do Ricardo. Fiquei meia hora esperando ele, tomando um café e lendo a Folha. Do nada ele aparece, com pressa.&lt;br /&gt;- Renato, vâmo pro carro.&lt;br /&gt;   Chegamos ao estacionamento.&lt;br /&gt;- Olha só, tô te devendo uma.&lt;br /&gt;- Que isso?!&lt;br /&gt;-   É mesmo! Tu me quebrou um baita galho aquela vez. Agora é a minha oportunidade de te retribuir. É sobre o homicídio de ontem.&lt;br /&gt;- O que que tem?!&lt;br /&gt;- O negócio tá esquentando. A guria veio de São Paulo.&lt;br /&gt;- Pois é. Ela trabalhava lá, né?&lt;br /&gt;- Sim. Mas ela veio escondida de lá.&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Ela fugiu de lá. Só a mãe e uma amiga sabiam que ela estava aqui. &lt;br /&gt;- Hummm, estranho. E mais alguma pista? Foi encontrado mais alguma coisa no apartamento? Digitais?&lt;br /&gt;- Sem digitais. Isso que é estranho. &lt;br /&gt;- Significa que foi algo planejado?&lt;br /&gt;- Exatamente!&lt;br /&gt;   O caso me chamava cada vez mais a atenção. Comecei a desconfiar de que aquilo era apenas uma pontinha do que estava por vir.&lt;br /&gt;   Descobri a agência dela em São Paulo e fui na sede de Porto Alegre me fingindo de cliente.&lt;br /&gt;   Uma gordinha simpática me recepcionou. Era uma casa antiga, reformada, num bairro nobre. Na sala de espera algumas meninas, de uns 16 anos no máximo, com suas pastinhas em baixo do braço.&lt;br /&gt;   Pedi a modelo pelo nome. Falei que já conhecia o trabalho dela e que queria ela na minha campanha.&lt;br /&gt;- Ela está em São Paulo. &lt;br /&gt;   Disse a gordinha.&lt;br /&gt;- São Paulo, é? E como entro em contato com ela?&lt;br /&gt;- Nós fazemos isso pro senhor.&lt;br /&gt;   Muito estranho. A agência pensava que ela estava em São Paulo ainda.&lt;br /&gt;- Nós entramos em contato com o senhor.&lt;br /&gt;- Ok. Muito obrigado.&lt;br /&gt;   Quando estou passando pela sala de espera, alguém me chama:&lt;br /&gt;- Renato!&lt;br /&gt;   Olhei para o lado e vi aquela morena espetacular com um sorriso para mim.&lt;br /&gt;- Márcia?&lt;br /&gt;- Oiii! Como tu estás?&lt;br /&gt;   A Márcia tinha sido minha namorada há um ano e meio, mais ou menos. Ela estava linda!&lt;br /&gt;- O que tu tá fazendo aqui?&lt;br /&gt;-   Me chamaram pra um trabalho. To defendendo a minha. E tu? O que fazes aqui?&lt;br /&gt;- Eu...tô trabalhando numa agência de publicidade.&lt;br /&gt;- Deixaste o jornal?&lt;br /&gt;   Engoli seco.&lt;br /&gt;- Pois é...não dava mais.&lt;br /&gt;- Sei como é. &lt;br /&gt;Vou ter que voltar aqui mais tarde. Tu estás muito ocupado? Queres tomar um café comigo?&lt;br /&gt;- Não. Quer dizer, não estou ocupado. Vamos sim!&lt;br /&gt;Saímos e fomos para uma cafeteria ali perto. Falamos da vida. Dos nossos 18 meses separados e o que havia acontecido em nossas vidas naquele período.&lt;br /&gt;Relembramos velhos tempos. Ela estava solteira. Teve um namorado depois de mim, mas não deu certo. Assim como os meus cinco últimos relacionamentos.&lt;br /&gt;- Mas me conta, e essa vida glamurosa de modelo?&lt;br /&gt;-   Quem me déra! É muito corrido. Teste pra lá, teste pra cá. Sem falar nas horas esperando numa salinha apertada e não conseguir nada.&lt;br /&gt;- Haaa, mas tem seu lado bom.&lt;br /&gt;-   Tem, é claro. Mas é uma vidinha bem estressante. Fico com dó dessas guriazinhas de quatorze, quinze anos que entram nessa sem saber nada da vida. Eu já sou macaca velha, já sei me cuidar. Daí vão essas menininhas pra São Paulo, Rio, ficam longe das mães, e extremamente vulneráveis.&lt;br /&gt;- Vulneráveis?&lt;br /&gt;-   Tu não sabe a podreira que rola nesse meio. Conheço gurias que subiram e viraram garota de luxo.&lt;br /&gt;- Sério? Mas como acontece?&lt;br /&gt;-   Dinheiro, meu querido. Trezentos, quatrocentos, e até mais por programa. Tu volta de lá rica.&lt;br /&gt;- E as agências? Não fazem nada?&lt;br /&gt;- Elas estão no jogo. Elas ganham muito com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;CONTINUA...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;por Lucas A.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-8207269?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/8207269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/8207269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2001_12_01_archive.html#8207269' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-8206815</id><published>2001-12-27T10:00:00.000-03:00</published><updated>2001-12-27T10:01:51.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>continuação...   &lt;b&gt;HIPOTECA CEREBRAL  |  Parte III&lt;/b&gt;   &lt;br /&gt;Quanto mais entrávamos na floresta, mais perigoso e difícil era o acesso e mais quente ficava. Isso tudo era diretamente proporcional à encheção do Juliano:&lt;br /&gt;- Pô Lucas,...me quebra um galho aí, vai...&lt;br /&gt;- Vou te quebrar a cara, filho da puta!&lt;br /&gt;- Bah, sacanagem. Tá me dando uma fome...&lt;br /&gt;- Cala a boca!&lt;br /&gt;- Por que tu fala ass...&lt;br /&gt;- Cala a boca! Escuta!&lt;br /&gt;Nããã  nã nããããã&lt;br /&gt;Lá lalalalá&lt;br /&gt;- O que é isso?&lt;br /&gt;- Vem de cima daquela árvore.&lt;br /&gt;- Tô me cagando!&lt;br /&gt;- Tu é um cagado, gordo bixa! Pega uns pedaço de pau... Faz silêncio.&lt;br /&gt;Olhamos para cima, no alto da árvore, e avistamos um menino. Ele nos olha e desce até nós:&lt;br /&gt;- Olá!&lt;br /&gt;- Quem é tu?&lt;br /&gt;- Sou Xisto.&lt;br /&gt;- Xisto? Que nome estranho.&lt;br /&gt;- Bah...eu me lembro de um nome assim. Daqueles livrinhos da “Coleção Vagalume” que a gente lia no colégio...&lt;br /&gt;- Isso mesmo. Sou o Xisto!&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Sou o personagem do livrinho. Já fui para o espaço, para o fundo do mar...agora estou na Floresta Amazônica.&lt;br /&gt;- Uaauuuuu!&lt;br /&gt;Definitivamente o gordo era fã do Xisto.&lt;br /&gt;   O Xisto estava ali na floresta há uns três anos. Ele conhecia cada folha daquela região. Ele era amigo de uma tribo que tinha reserva ali perto. Nos levou até lá para que pudéssemos comer e passar algumas noites.&lt;br /&gt;- Silêncio......estão vendo aqueles arbustos?&lt;br /&gt;- Sim, Xisto.&lt;br /&gt;- Não são arbustos. São os Caniguára.&lt;br /&gt;- Cani o quê?&lt;br /&gt;- Caniguára. São os índios que te falei. São gente boa, muito hospedeiros. Tiveram pouquíssimos contatos com a civilização.&lt;br /&gt;- Gordo, tira essa roupa!&lt;br /&gt;- Não vou tirar, não!&lt;br /&gt;- Os índio vão pensar que tu é louco, sei lá o quê? No meio da floresta, deve estar uns 35º e tu vestindo um Guanaco inteiro. &lt;br /&gt;- Não vou me desfazer daquilo que me salvou a vida!&lt;br /&gt;   O Juliano tinha dessas. Era muito, como eu posso dizer, otário, imbecil, burro mesmo. Ele não queria se desvincilhar daquele pála porque por sua causa que o gordo não morreu de frio na cordilheira.&lt;br /&gt;- Aumaiê  aìee colunmo...&lt;br /&gt;- Auiname rassum lamuno&lt;br /&gt;   O Xisto sabia falar como os índios. Eram uns índios baixinhos, barrigudos. Eles ficaram cheirando o gordo. Aposto que nunca viram um animal parecido com aquele Guanaco Obeso no meio da selva.&lt;br /&gt;   Fomos até a aldeia. Eles gostam muito do Xisto. Nos receberam muito bem. Um monte de indiazinhas gostozas, nuas, em volta de gente. O Juliano estava apavorado. Nunca viu uma mulher pelada tão de perto.&lt;br /&gt;   O Xisto nos levou pra conhecer o cacique. Gente fina o cara. Gostou de mim à primeira vista, ao contrário do gordo. Ficamos horas conversando e comendo. Tinha muitas frutas, carne e uns mingauzão que eu nunca vi igual. O gordo tava detonando. O cacique já tava olhando feio pra ele.&lt;br /&gt;- Ô gordo, pega leve. O cacicão já quer a tua cabeça.&lt;br /&gt;- O que eu fiz? Só tô comendo...&lt;br /&gt;- Tu tá avacalhando com a ceia do cara. Eles vão ter que caçar em triplo pra encher essa tua pança!&lt;br /&gt;- Tá meu, relax....&lt;br /&gt;Eu odiava quando o gordo dava de arrogante e vinha com palavras estrangeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;CONTINUA...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;por Lucas A.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-8206815?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/8206815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/8206815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2001_12_01_archive.html#8206815' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-8198933</id><published>2001-12-26T11:13:00.000-03:00</published><updated>2001-12-26T11:13:46.470-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;ASSASSINATO&lt;/b&gt; | Parte 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Sete horas da manhã. Acordei com aquele gosto de guarda-chuva na boca por causa da bebedeira depois do trabalho na noite anterior. Tomei um banho e fui para a cozinha tomar café. Por que ainda não lavei aquela bendita panela com o fundo repleto de macarrão grudado que há uma semana ocupa espaço na pia?&lt;br /&gt;   Já estava atrasado, para variar. Peguei o ônibus às 8:20h, cheio. Nenhuma alma gentil se ofereceu para levar a minha pasta que estava me torcendo a coluna.&lt;br /&gt;    Entrei na redação escondido. Passei no arquivo, peguei uma pilha de papéis só para fazer de contra que eu já havia chegado ao prédio há uma hora. &lt;br /&gt;- Renato, preciso falar contigo!&lt;br /&gt;   Era o meu chefe. Droga, será que ele vai encher meu saco por causa do horário? Não agüento mais! Faço de tudo nessa droga, almoço em meia hora, tenho que agüentar esses malas da redação e ainda, estou morrendo de dor de cabeça.&lt;br /&gt;- Fala, seu Jorge.&lt;br /&gt;-    É o seguinte, hoje tu apronta uma matéria pra policial. Houve um homicídio na Garibaldi. Vai pra lá e te vira. Depois mando o fotógrafo.&lt;br /&gt;   Policial não! Meu negócio é falar do governo, pegar no pé de gente se acha importante. Mas policial?! Vagabundo não é mais comigo!&lt;br /&gt;   Peguei o carro e fui pra lá. Cheguei na frente do prédio e avistei uma viatura do IML. Fui entrando e encontrei um conhecido dos velhos tempos que eu tinha ajudado certa vez. Problemas de mulher...&lt;br /&gt;- Grande Ricardo!&lt;br /&gt;- Fala Renato! “Detetive” Ricardo!&lt;br /&gt;- Mas áaaa...E aí, como vão as coisas? E a Cláudia?&lt;br /&gt;- Nos separamos, sabe como é? &lt;br /&gt;- Não brinca!&lt;br /&gt;- Sério. Tô morando sozinho. Não tenho nada no apartamento. Só uma geladeira, um fogão e um sofá. Tá russa a coisa.&lt;br /&gt;- Que decaída, hein? E o que tu encontrou aqui?&lt;br /&gt;- Tu não viu ainda?&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;- O presuntinho lindo que tá enrolado no tapete?&lt;br /&gt;- Posso ir lá?&lt;br /&gt;- Vai firme. O pessoal já foi embora.&lt;br /&gt;   Subi no terceiro andar. A porta estava aberta. Era um prédio simples. Os apartamentos pequenos. Passei pela porta azul. As paredes da sala eram pintadas de um amarelo “pintinho”. Coisa de mulher.&lt;br /&gt;- Quem é você?&lt;br /&gt;Olho para trás e tem um baita crioulo me encarando.&lt;br /&gt;-    Ôpa, sou repórter. Já falei com o Ricardo...quer dizer, Detetive Ricardo e ele me deixou subir.&lt;br /&gt;- Ok.&lt;br /&gt;   O apartamentinho era bem decorado. Tinha vários quadros, algumas esculturas e uns porta-retratos. Segui o cara do IML até o quarto onde estava o cadáver.&lt;br /&gt;- Judiaria, hein?&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- A moça. Judiaria.&lt;br /&gt;   Entrei no quarto e vi um corpo semi-nu, perto da cama, havia sido desenrolado de um tapete pelos policiais. Cheguei perto para ver os detalhes, quando vi um rosto angelical, branco, com os olhos semi-abertos. Ela deveria ter no máximo 22 anos. Um corpo lindo. &lt;br /&gt;- Nossa! Como aconteceu?&lt;br /&gt;- Foi homicídio. A mãe dela comunicou a gente. A guria não tinha aparecido mais. O carro na garagem, nenhum movimento. Falamos com o advogado que também não sabia de nada. Conseguimos autorização e entramos aqui. Encontramos ela enrolada no tapete.&lt;br /&gt;- E algum sinal de briga, drogas? Como ela morreu?&lt;br /&gt;- Foi estrangulada. Encontramos pó na mesa. Ela cheirou bastante antes de morrer. Ou ela ou o cara que matou.&lt;br /&gt;- Foi um homem?&lt;br /&gt;- Provavelmente. Tinha que ter muita força pra fazer o que fez.&lt;br /&gt;   Descobri que ela trabalhava como modelo. Tinha voltado de São Paulo há umas semanas. Mas até aí a polícia não tinha nenhum suspeito. Ela não tinha namorado e as amigas não sabiam de nada.&lt;br /&gt;   Voltei para a redação. Escrevi um texto mas eu tinha poucas informações ainda. Nem a polícia sabia ao certo o que tinha acontecido. Esperei o outro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;CONTINUA...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;por Lucas A.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-8198933?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/8198933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/8198933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2001_12_01_archive.html#8198933' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-8072118</id><published>2001-12-20T11:08:00.000-03:00</published><updated>2001-12-27T10:01:03.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>continuação...&lt;b&gt;KÁTIA, A PATY VIRGEM | Parte II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;   Até que um dia, não agüentando mais e vendo que nunca iria ser traçada, ela resolve falar com o “bonitinho” da turma:&lt;br /&gt;- Oi Dé!&lt;br /&gt;- Eae Kátia?&lt;br /&gt;- Posso te fazer uma pergunta?&lt;br /&gt;- Aaa Kátia, não vem me perguntar de novo em que eu penso quando me masturbo!&lt;br /&gt;- Dãrrr, nada a ver! Dé, olha só...tipo...tu já teve namorada, né?&lt;br /&gt;- Claro!&lt;br /&gt;- E...tipo assim, vocês transavam?&lt;br /&gt;- Sim, Kátia. O que que tu quer?&lt;br /&gt;- Ai Dé,...promete que não fala pra ninguém?&lt;br /&gt;- Fala aí, Kátia.&lt;br /&gt;- Todas as minhas amigas têm namorado e a maioria não é mais virgem. Eu quero perder minha virgindade. Eu sei que é um negócio súuuuper especial. Por isso, eu queria que fosse com um carinha bonitinho...tipo assim...como tu!&lt;br /&gt;- Bah! Kátia, que cara de pau! Tu qué que eu te coma?&lt;br /&gt;- Aii, não fala assim!  QUERO!!!&lt;br /&gt;- Bah...mas...sei lá.&lt;br /&gt;- Eu já pensei em tudo. Meus pais vão viajar na sexta e voltam só no domingo. Meu irmão vai pra casa dos nossos tios e eu disse que iria dormir na Paty. Tu vai lá em casa sábado e a gente vê uns filmes, sei lá.&lt;br /&gt;- Tá Kátia, mas o que eu ganho com isso?&lt;br /&gt;- Ái, seu grosso! Tu vai ser o meu primeiro.&lt;br /&gt;- Tá, e aí? Sem falar que a tua casa é bem longe da minha.&lt;br /&gt;- Tudo bem...te pago o taxi...dé real!&lt;br /&gt;&lt;i&gt;CONTINUA...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;por Lucas A.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-8072118?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/8072118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/8072118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2001_12_01_archive.html#8072118' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-8072090</id><published>2001-12-20T11:07:00.000-03:00</published><updated>2001-12-27T10:02:41.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;KÁTIA, A PATY VIRGEM   &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Kátia era uma adolescente obesa ninfomaníaca que como todas as meninas de sua idade  tinha o desejo de ao acabar o segundo grau, fazer sua formatura e ir viajar com a turma para João Pessoa.Com meses de antecedência sua mãe já havia começado a tomar as iniciativas para o tão esperado dia.&lt;br /&gt;   Faltava uma semana para a consagração e Kátia estava ansiosa:&lt;br /&gt;- Alô?&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- A Paty por favor, tio.&lt;br /&gt;- Só um minuto. Quem deseja?&lt;br /&gt;- É a Katinha!&lt;br /&gt;- Oi Kátia. Como você está? Preparada para sábado?&lt;br /&gt;- Bah tio, estou súuuper ansiosa!&lt;br /&gt;- Fica tranqüila........a Paty tá vindo.&lt;br /&gt;- Oiiiiii amiga!!!! Como estão os preparativos?&lt;br /&gt;- Aii Pá, experimentei o vestido hoje pela manhã e acho que não “cabeu”. Será que vou me formar de calça jeans?&lt;br /&gt;- Dããrrrrrr...claro que a tua mãe vai dar um jeito. Não te preocupa.&lt;br /&gt;- Será Paty? Mas o que me preocupa mesmo é que nunca tive um homem pra mim.&lt;br /&gt;- Aiii, guria! Não fala assim! E o Dézinho?&lt;br /&gt;- Pois é. Mas eu não te contei...&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;- Eu dei dé real pra ele me tirar a virgindade.&lt;br /&gt;- SÉRRIOOO?!?!?!&lt;br /&gt;- Ai amiga, não conta pra ninguém. Nós somos quaaase irmãs!&lt;br /&gt;- Claaaro...eu juuuro que não conto.&lt;br /&gt;- Pá, eu tenho que ir no shopping comprar um sapato, na volta te ligo.&lt;br /&gt;- Tá...um bêijo!&lt;br /&gt;Tututu...&lt;br /&gt;   O que mais preocupava Kátia era a aversão que os meninos tinham à sua pessoa. Não que seja aversão, era verdadeiro nojo. Ela chegava na escola levada pela sua mãe com a Cherokee e dava um “Súper oii” para as amigas, como ela mesmo dizia.&lt;br /&gt;   A Kátia era gordinha. Não, a Kátia era uma baleia mas tentava disfarçar com as roupas. Roupas largas? Não!! Extremamente justas, como se tivesse o corpo perfeito. Ela adorava sua coleção de “fusôs” pretas e  sua infinita gama de jeans “centropê”. Isso sem falar nas mini-mini blusas que realçavam todo o seu poder “pneumático”.&lt;br /&gt;   De manhã, antes de ir para a escola, ela fazia chapinha no cabelo, botava as jóias douradas de sua mãe, prendia a juba para trás com um fiapinho de cabelo caindo de cada lado do rosto, pegava sua bolsinha Vitor Hugo e mastigava um Babaloo Melancia.&lt;br /&gt;- Cris?&lt;br /&gt;- Oiii amiga!&lt;br /&gt;- Tenho uma múuito SHOW pra te contar!&lt;br /&gt;- Aiii, fala! Peraí, deixa eu baixar o cd do N’Synk.&lt;br /&gt;- A Kátia pagou o Dézinho pra comer ela!&lt;br /&gt;- O quê? Pagou?&lt;br /&gt;- Isso mesmo. Ela acabou de me contar. Mas não fala pra ninguém, viu. Eu jurei pra ela que era segredo.&lt;br /&gt;- Claro...&lt;br /&gt; Um ano antes Kátia estava sozinha em casa de noite com seu irmão, quando resolve ver pela centésima nonagésima oitava vez Titanic no DVD do quarto de seus pais. Procurando o controle da TV, ela encontra uma caixa atrás dos casacos de pele de sua mãe:&lt;br /&gt;- Ai, que súuper!!! O que será que tem nessas fitas?&lt;br /&gt;Ela liga o video-cassete e se deita na cama. As fitas revelam todas as fantasias sexuais de seus pais filmadas pelo próprio casal. Kátia se aterroriza, mas não consegue tirar os olhos da fita “3 B”.&lt;br /&gt;- Aii, essa é muuuito dez. Olha quanta gente junta!&lt;br /&gt;   Começa a despertar em Kátia algo jamais sentido antes: um tesão incontrolável que lhe tirava o sono. A partir daí ela passou a tomar uma atitude promíscua.&lt;br /&gt;   Começou a fazer trabalhos em grupo só com os seus colegas homens, inventava festinhas na sua casa nos fins-de-semana quando seus pais iam para a serra, entrava, “por engano”, SEMPRE no banheiro dos meninos...&lt;br /&gt;&lt;i&gt;CONTINUA...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;por Lucas A.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-8072090?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/8072090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/8072090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2001_12_01_archive.html#8072090' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-7801566</id><published>2001-12-10T10:09:00.000-03:00</published><updated>2001-12-27T10:03:52.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>continuação...&lt;b&gt;HIPOTECA CEREBRAL  |  Parte II&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://www.terra.com.br/fotos/foto.cgi/dKye51Mi27FyHo7sB50jiJgD$UBVvUHrwxy5$6Ss$Ov7I/soldado2.jpg" BORDER=0&gt;&lt;br /&gt;O Juliano levou uma coronhada de rifle no estômado que fez ele se ajoelhar. Quando me abaixei pra juntar o gordo, levei uma porrada na cabeça e desmaiei.&lt;br /&gt;   Acordei uma hora depois dentro de um caminhão. Minha cabeça doía muito. Estávamos presos. O gordo do meu lado rezando. Prisioneiros sentados como nós. Um guarda armado na porta do caminhão estava nos olhando.&lt;br /&gt;-   Gordo, o que tá acontecendo?...&lt;br /&gt;- Lucas? Tu tá bem?&lt;br /&gt;- Tô, cara! O que houve? Quem é essa gente toda?&lt;br /&gt;- Eles nos prenderam...não sei por que. É tudo prisioneiro como a gente. Vai dizer que aquele ali não parece o padre Marcelo?&lt;br /&gt;- É mesmo!&lt;br /&gt;   Nisso, começa uma discussão no fundo do caminhão. Dois prisioneiros conseguem derrubar o guarda e todos nós pulamos do veículo. Todo mundo começou a correr em diversas direções. Eu ainda estava um pouco grogue por causa do golpe na cabeça.&lt;br /&gt;   Ouvimos, ao longe, o som de um carro no deserto. Ele foi se aproximando. Vimos que não era carro do exército. Parecia esses carros antigos argentinos, cheio de tapetes em cima. Acenamos e o carro se aproximou e parou perto de nós. De repente, para a minha surpresa, desce do carro alguém com um rosto muito conhecido:&lt;br /&gt;- Ramirez!!!!&lt;br /&gt;- Lucas?&lt;br /&gt;- Ramirez, o que tu tá fazendo aqui?&lt;br /&gt;O Ramirez era o porto riquenho que eu descobri que morava dentro das paredes do meu apartamento dois anos atrás.&lt;br /&gt;- Yo estoy envolvido com negocios de tapeçarias.&lt;br /&gt;- Incrível, cara! Tu tá indo pra onde?&lt;br /&gt;- Estou cruzando o deserto para chegar na Arábia.&lt;br /&gt;- Arábia?!?! Nos dá uma carona? É lá onde está o resto do pessoal do grupo de pesquisa...&lt;br /&gt;- Claro...adelante!&lt;br /&gt;   Contei a história pro Ramirez. Ele quase não acreditou. Nos contou que a OTAN havia bombardeado Bagdá no início da manhã e o Sadam estava muito puto. Estávamos agora no Irã.&lt;br /&gt;   Chegamos na Arábia. Passamos na fronteira sem problemas por que o capitão é conhecido do Ramirez. Na capital, nos encontramos com o resto da nossa equipe que não tinha notícias de nós desde o bombardeio.&lt;br /&gt;   Tivemos uma semana para nos recompor e esperar a crise no Oriente dar uma esfriada. Mas fria mesmo é o que estava por vir. A pesar de tudo, não podíamos deixar o projeto. Tinha a segunda parte. Viajamos da Arábia direto para o Perú. Fomos subindo a cordilheira, passando por Kotshabamba, Cusco, eté chegarmos ao lago Titicaca.&lt;br /&gt;   Era lindo. O lago mais alto do mundo. Aquela paz, aquela natureza exuberante, e aquele frio! Muuuuiiito frio! O gordo não parava de tremer. Comprou quilos e mais quilos de roupas típicas com lã de Guanaco.&lt;br /&gt;   Fizemos muitas análises do solo e da água e levantamos as possibilidades da tubulação agüentar umas cinco toneladas/segundo de água passando por cima da Amazônia, a uns 500m de altura e uma extensão de uns  oito mil quilômetros.&lt;br /&gt;   Passamos cinco dias no Perú e começamos a descer a cordilheira no lombo de jumentos andinos a fim de fazer todo o trajeto até o sertão brasileiro a pé para uma total análise das condições para a execução do projeto.&lt;br /&gt;   Vinte dias se passaram e nós já estávamos entrando na floresta. O gordo começou a encher o saco:&lt;br /&gt;- Pô cara,...me ajuda aqui. Comprei muita roupa e não tô conseguindo carregar tudo.&lt;br /&gt;- Te rala, gordo troxa! Joga fora o excesso.&lt;br /&gt;- Não mesmo, eu comprei. Paguei muito pra não passar frio.&lt;br /&gt;- Gordo otário, mão-de-vaca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;CONTINUA...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;por Lucas A.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-7801566?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/7801566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/7801566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2001_12_01_archive.html#7801566' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-7801392</id><published>2001-12-10T09:57:00.000-03:00</published><updated>2001-12-10T10:12:58.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>HIPOTECA CEREBRAL       Parte I&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC ="http://www.terra.com.br/fotos/foto.cgi/yRVrY.$BstiV7Qt65Y9zBb$g3C5INC7STUVY3Zu63lNta/soldado.jpg" BORDER=0&gt;&lt;br /&gt;   Era 1992. Eu e o gordo Juliano fazíamos parte de uma equipe que tinha como objetivo desenvolver um projeto para encanar as águas do lago Titicaca e trazer, sobre a floresta Amazônica, ao Brasil para irrigar o sertão nordestino. Estávamos em Bagdá, na cede de uma petrolífera assistindo uma palestra sobre “o processo cinérgico de conexão das roldanas 5cc sem para-apoio reconstrutivo”. De fato era uma palestra muito interessante. &lt;br /&gt;    As nove e meia da manhã a palestra é interrompida pela sirene de ataque aéreo. Todos começaram a correr e a gritar conosco a fim de descermos para o bunker:&lt;br /&gt;- Ramahlahh , ssschirin!!!!&lt;br /&gt;- O que está acontecendo Lucas?&lt;br /&gt;- Porra, não sei. Que merda!&lt;br /&gt;- Para onde eles estão nos levando?&lt;br /&gt;- Cacete!!! Não sei, ô imbecil! &lt;br /&gt;- Ô meu, eu tô com medo!!!&lt;br /&gt;- Gordo de merda, cagalhão!!!&lt;br /&gt;   Ouvimos o barulho das turbinas de um F-16 e tiros das baterias anti-aéreas. Logo mais, uma grande explosão e silêncio absoluto. Nos perdemos de todo mundo. O gordo se escondeu no banheiro e eu tive que ficar uns quinze minutos tentando convencê-lo de que aquilo era “normal” e já tinha acabado.&lt;br /&gt;   Não havia mais ninguém no prédio. Os corredores estavam vazios. Ouvimos um ruído, como de um rádio. Seguimos o som e chegamos até uma guarita vazia, onde tinha um radinho a pilha que estava transmitindo um discurso de Sadam Russein.&lt;br /&gt;   Chegamos na rua. Deserta. O gordo tava apavorado:&lt;br /&gt;- Lucas, eu tô com medo!&lt;br /&gt;- Cala a boca e vamos tentar achar alguém!!!&lt;br /&gt;   Andamos uns vinte minutos e não encontramos ninguém. Haviam uns carros pegando fogo e alguns prédios destruídos, mas ninguém nas ruas.&lt;br /&gt;Tã tã tã nãnã piiiii nã nã nã&lt;br /&gt;- Que barulho é esse?&lt;br /&gt;- Vem detrás daquele muro.&lt;br /&gt;- E agora?&lt;br /&gt;- Vamo lá vê! A gente têm que achar alguém pra poder sair daqui. Dá um pezinho, gordo.&lt;br /&gt;Olhei por cima do muro e vi um soldado bigodudo jogando “Pense Bem”.&lt;br /&gt;-    O que que tu tá vendo, Lucas.&lt;br /&gt;- É um cara jogando Pense Be....&lt;br /&gt;- Rahmalahhh!!!&lt;br /&gt;- Calma, calma, não atira!&lt;br /&gt;- Ramalah, trinutuh ranlim!!!&lt;br /&gt;- Calma, ease!!!! Please!!! We are brasilianos!!!!&lt;br /&gt;- Ramalahhhh  ranlim!!!!!!   Americanos!!!!&lt;br /&gt;- No, no! We are brasilianos! Brasil!&lt;br /&gt;- Brazil?&lt;br /&gt;- É...feijoada, caipirinha....Pelé.&lt;br /&gt;- Pelé!!! Mulata, Maradona!&lt;br /&gt;- Que Maradona o cacete, iraquiano filhadaputa!!&lt;br /&gt;- Lucas, não xinga o cara! Ele tá armado!!!&lt;br /&gt;- Maradona é o cacete!&lt;br /&gt;- Rimnham....Ronaldin...&lt;br /&gt;- Isso, Ronaldinho!&lt;br /&gt;   Vi que o gordo já estava se entendendo com o cara. O iraquiano já tinha baixado o rifle e esboçava um sorriso. Só que o gordo se emocionou demais:&lt;br /&gt;- Ronaldinho, Felipão, Zico...&lt;br /&gt;- Rahmalahhh!!!&lt;br /&gt;- O que tu disse pra ele, gordo desgraçado?&lt;br /&gt;- Não sei, cara! Calma senhor!! Ronaldinho, Felipão, Zico...&lt;br /&gt;- Rahmalahhh!!! Rahmalahhh!!!&lt;br /&gt;Kusshhhhhhhhh&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;CONTINUA...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;por Lucas A.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-7801392?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/7801392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/7801392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2001_12_01_archive.html#7801392' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-7695527</id><published>2001-12-06T10:54:00.000-03:00</published><updated>2001-12-06T11:00:05.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt;continuação...&lt;b&gt;A VIAGEM&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;os outros capítulos dessa história se encontram em posts anteriores.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;As luzes do ônibus acenderam, o motorista abriu a portinha que isola ele do corredor e gritou:&lt;br /&gt;- Quinze minutos!&lt;br /&gt;   Todos levantaram, inclusive o gordo, para se esticarem um pouco. Não fiz diferente, eu estava com fome e precisava ir ao banheiro. Desci do ônibus e vi mais uns dez iguais ao meu parados na frente do restaurante.&lt;br /&gt;   Entrei e uma mocinha me alcançou a “comanda”. Olhei aquela enorme fila para se servir que andava muito devagar. O urso gordo estava lá, com uma bandeja cheia de salgados e recarregando o copo de suco direto da máquina.&lt;br /&gt;   Não encontrei nada que me agradasse o apetite. Acabei chegando junto no pão de queijo. Peguei o copinho plástico e me servi de suco de laranja de máquina. Laranjada das mais fraquinhas. Saí da fila e fui procurar um lugar para sentar. De preferência muito distante do meu vizinho de acento.&lt;br /&gt;   Dei minha primeira mordida no pão de queijo: que horror! Tinha gosto de sabão e ainda me queimou a boca. Dei um talagaço no suco para aliviar a dor e foi pior, pois a laranjada estava morna. Nessa hora eu já estava ficando preocupado com o motorista. Procurei ele pelas mesas e tive um alívio quando o encontrei, lá no fundo, devorando um pastel. Pense:&lt;br /&gt;- Quando ele levantar, vou junto e não perco o ônibus, de novo!&lt;br /&gt;   Lá! Levantou o motora! Vou nessa. Guardei o outro pão de queijo num guardanapo e fui para a fila. Bendita hora. A fila não andava. Aquela senhora quis pagar cinco reais em moedas de dez centavos, e o pior é que ela contava em cima do balcão. Comecei a ficar impaciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;CONTINUA...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;por BYROCAI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-7695527?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/7695527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/7695527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2001_12_01_archive.html#7695527' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-7601553</id><published>2001-12-03T10:45:00.000-03:00</published><updated>2001-12-03T10:49:39.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>NAS ENTRANHAS DO LAR&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC = "http://www.byrocai2.hpg.ig.com.br/entretenimento/106/byrocai2-1296-6.jpeg" BORDER = 0&gt;&lt;br /&gt;   Fazia horas que a minha mãe me pedia para pendurar aquele quadro na parede:&lt;br /&gt;-Pô, guri!...já te pedi umas mil vezes pra tu pendurar essa merda aí!&lt;br /&gt;-Bah, mãe, foi mal. Eu me esqueço.&lt;br /&gt;-Ahã....pra sair poraí correndo china tu tem memória, né, seu cretino.&lt;br /&gt;-Tá mãe. Não enche o saco!&lt;br /&gt;Peguei um prego e um martelo e comecei a furar a parede.&lt;br /&gt;Páaaa&lt;br /&gt;Páaaa&lt;br /&gt;-Hummmmmmmm!&lt;br /&gt;-Ahhh, guri! Martelou o dedo?&lt;br /&gt;-Que dedo, mãe...não viaja! Tu que tá me sacaneando.&lt;br /&gt;Páaaa&lt;br /&gt;-Hummmmmmm!&lt;br /&gt;-Ô guri, mas tu não sabe nem pregar um preguinho?!?!&lt;br /&gt;-Sai fora, mãe. Me deixa em paz! Que barulho é esse? É tu?&lt;br /&gt;Páaaa&lt;br /&gt;Páaaa&lt;br /&gt;-Hummm, aiiiiiiii....aaaaaaaaahhhhh!&lt;br /&gt;Nisso um filete de sangue começa a escorrer do buraco do prego.&lt;br /&gt;-Manhêêêêê!!!!!!!!!!!  Vem cáaaaaaaa!&lt;br /&gt;- O que tu qué, guri?&lt;br /&gt;- Olha isso aqui!&lt;br /&gt;- Que é isso?? Tu te cortou?!?!&lt;br /&gt;- Cala a boca mãe...tá escorrendo da parede!!!&lt;br /&gt;- Não fala besteira!&lt;br /&gt;- Sério! Tô me cagando!!!!!!&lt;br /&gt;- Me dá isso aqui!&lt;br /&gt;Páaaa&lt;br /&gt;Páaaa&lt;br /&gt;- Hummmmmmmmmm........&lt;br /&gt;- Aaaaaaaaahhhhhh...o que é isso? Tá vindo aí de dentro!!!&lt;br /&gt;- Me dá aqui o martelo!&lt;br /&gt;Páaaaa&lt;br /&gt;Páaaaa&lt;br /&gt;Páaaaa&lt;br /&gt;- Guri! Olha o que tu tá fazendo com o reboco!&lt;br /&gt;- Cala a boca, mãe. Me traz a marreta!&lt;br /&gt;- Tu tá loco?&lt;br /&gt;- Porra, mãe! Tu não tá vendo que tem alguém aqui atrás????&lt;br /&gt;- Ai, guri. Não me assusta!&lt;br /&gt;- Porra! Busca a merda da marreta logo.&lt;br /&gt;   Nessas alturas a parede já estava toda rachada e encharcada de sangue.&lt;br /&gt;Bhouuuuum&lt;br /&gt;Bhouuuuum&lt;br /&gt;Bhouuuuum&lt;br /&gt;   O apartamento todo tremia com as minhas marretadas. Minha mãe histérica, estava gritando comigo com medo da parede toda cair.&lt;br /&gt;- Porra, mãe! Tu tá preocupada com a merda da parede? Não te ligou que tem alguém aí dentro?!?!   Pára de chorar!!!!&lt;br /&gt;Bhouuuuum&lt;br /&gt;Bhouuuuum&lt;br /&gt;   Consegui abrir um buraco. Dei uma espiada e ví um vulto.&lt;br /&gt;- Mãeeee!  Busca a faca!  Tem um cara aqui!&lt;br /&gt;- Desculpa me señor! Yo no tenho...&lt;br /&gt;- Que é isso?!?!?!?!&lt;br /&gt;- Mãeeeeee , a faca! Tem um argentino aqui!!&lt;br /&gt;- Señor....perdon....no machuca me....&lt;br /&gt;- Pega guri...!!!&lt;br /&gt;- Ok....quen és tu? Mãe, fala com o cara!&lt;br /&gt;- O que vou falar? Vou chamar a polícia!&lt;br /&gt;- Espera, cacete! O cara tá mais cagado que eu! Qual tu nombre?&lt;br /&gt;- Desculpaaa sssssseñor!!!!&lt;br /&gt;- Espere! Quen és tu?&lt;br /&gt;- Yo soy Ramirez. Te vou contar...no machuca me!!!!!&lt;br /&gt;- Calma, sai daí. Se tentar alguma coisa eu te detono na marretada!!!  Mãe, pega a faca. Qualquer coisa, fura o paraguaio!&lt;br /&gt;- Não faz isso, eu tô com medo!&lt;br /&gt;- Porra, mãe! Cala a boca!!! De onde tu veio? Como tu veio parar aí dentro? Tu é ladrão? Vou te quebrá!!!&lt;br /&gt;- Yo soy de Puerto Rico.....yo queria vir para América....&lt;br /&gt;- Que América o cassete!!!! Isso aqui é Brasil, porra!&lt;br /&gt;- Brasill?!?! Acá ser Brasil?!?!?!?!&lt;br /&gt;- É, uruguaio...onde tu pensa que tá? &lt;br /&gt;- Espere senõr...te contarei! Yo estava em puerto del Porto Rico com mi primo Raul. Iríamos nos esconder num navio de uma empreitera americana para poder entrar na América. Acá é Brasil?!?!&lt;br /&gt;- Cacete mesmo! Esse chileno perdido aqui! Mas como tu tá dentro da minha parede?!?!?!&lt;br /&gt;- É porto-riquenho, guri!&lt;br /&gt;- Não me interessa!!! Como tu tá aí dentro?!?!&lt;br /&gt;- Nós dormimos no navio que ía pra América...no sei o que aconteceu!&lt;br /&gt;- Colombiano filho da puta!&lt;br /&gt;- É de Porto Rico, guri burro!&lt;br /&gt;- Há quanto tempo tu tá aí?&lt;br /&gt;- Yo no sei mucho bien. Creo que há dos años!&lt;br /&gt;- O quê??? Dois anos dentro da minha parede??? O que tu faz aí??? Tá sozinho???&lt;br /&gt;- Yo y mio primo hacemos video-cassetes...&lt;br /&gt;   Depois de muita trova e quase esganar o cara, descobri que na verdade, ele queria entrar escondido nos EUA. Ele e o primo, viajaram clandestinos num navio de uma empreiteira americana que fechou suas filiais no Brasil. De alguma forma o barco, ao invés de ir para os EUA, veio pra cá. E eles estão aqui há dois anos e três meses pensando que isso aqui é a Porra da América!&lt;br /&gt;   Eles só saem de noite, por isso não falam com ninguém. Falaram até hoje só com um paraguaio que tem uma fabriqueta de aparelhos falsificados que em troca da mão de obra, lhes dá comida. O paraguaio, muito filho da puta, sacaneou eles dizendo que estavam nos EUA e a imigração já sabia deles. Eles desceram no porto e vieram no caminhão da empreiteira direto pra cá, e se esconderam dentro das fundações do prédio. Acabaram terminando a obra e os dois morando aqui dentro.&lt;br /&gt;   Acabei ficando amigo do cara. Era gente boa. Humilde. Fizemos os curativos na mão dele, que eu tinha furado na hora de pregar o prego. Ele tá melhor, agora. &lt;br /&gt;   Encontramos o primo dele, o Raul. È meio desconfiado. Saímos com eles durante o dia pra pegar um sol. Faz tempo que eles não andavam na rua durante o dia. Conseguimos uma pensãozinha pros dois e largamos umas fichas de emprego, inventadas, em algumas agências. Os caras sabem muito de eletrônica. Também, fazendo vídeo cassetes manualmente.&lt;br /&gt;por Lucas A.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-7601553?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/7601553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/7601553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2001_12_01_archive.html#7601553' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-7600869</id><published>2001-12-03T10:03:00.000-03:00</published><updated>2001-12-03T10:03:21.156-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>APUROS &lt;br /&gt;&lt;IMG SRC = "http://www.byrocai2.hpg.ig.com.br/entretenimento/106/byrocai2-1296-2.jpeg" BORDER=0&gt;&lt;br /&gt;Depois do churrasco, enquanto uns resolveram tirar um cochilo na porta da garagem, ele pega um Correio do Povo de duas semanas e adentra ao banheirinho no fundo da peça. Lá era um lugar agradável – arejado, claro, limpo, quieto, isolado – para liberar o fruto de sua digestão. &lt;br /&gt;Desce a tampa do vaso e olha em volta, verificando se não há nenhuma perereca perdia por detrás da patente, pois seria um grande susto sentir aquela barriga gelada do anfíbio lhe tocar as nádegas. Não havia nada. Tudo tranqüilo. Pronto para o trabalho. Se aconchega no trono e começa a folhear o jornal. &lt;br /&gt;Pensando na vida, ele é interrompido pelo ronco do pai e das duas irmãs adolescentes de seu amigo – o dono da residência – que o havia convidado para passar aquele fim-de-semana na sua casa de praia. Mas isso não era nada. Roncos não perturbavam seu trabalho. &lt;br /&gt;Passados uns trinta minutos, ele acaba a tarefa e começa a se recompor para continuar a vida. Surge uma pequena preocupação: o banheiro é bastante arejado, mas até que ponto essa qualidade da peça não influenciará, depois de tê-lo usado, no sono do proprietário que dormia dali uns cinco metros? Olhou em volta e, surpreendentemente, avista uma vela e uma caixinha de fósforos que a mãe de seu amigo, por precaução, botou na janelinha do banheiro para caso faltasse luz e alguém estivesse ali dentro. -“Hummm, fósforos.” &lt;br /&gt;Jogou o palito no lixo e deu uma espiada para o fundo da patente. “Nossa!”. Deu um pulo pra trás ao ver o sei “filhinho”. Aliviado, sabendo que tudo aquilo tinha deixado de fazer parte de sua massa, puxou a cordinha da descarga e esperou o “cramulhão” sumir no redemuinho formado pela água que escorria na louça azul. Foi-se a água, ficou o indivíduo. Era um bichano muito saudável, forte e que não queria saber de ir embora. Esperou a caixa da descarga carregar de água novamente para poder , finalmente, dizer adeus àquela sua cria. &lt;br /&gt;Nada! Era a segunda descarga e nada do cramulhão se mexer. O problema agora não era mais o cheiro, mas sim o barulho que a descarga fazia. Também o tempo que estava ali. Já se passavam quarenta e cinco minutos desde sua entrada. &lt;br /&gt;Ele começou a ficar nervoso. Como sair dali, daquele jeito, deixando aquela “baita matéria” presa no fundo da privada? Sabendo que viraria chacota, pior, mesmo que ninguém falasse, saberiam todos que ele era o autor de tão gigantesca obra. &lt;br /&gt;Tentou mais três vezes e o animal não desistia. O que lhe tomava grande tempo era a espera para encher novamente a caixa da descarga. Ele não podia ficar mais tempo ali dentro. Daqui a pouco uma irmã de seu amigo poderia querer entrar para passar bronzeador nas costas utilizando o espelho atrás da porta ou qualquer outra coisa. Tinha que pensar rápido. Tinha que, urgentemente, sair dali. &lt;br /&gt;Olhou em volta e não havia nada. Nem chinelo velho, nem desentupidor de vaso para poder esgrimar com o fiel escudeiro intestinal que estava a sua espreita. Já tremendamente nervoso, olha para o box. Não encontrou nada no chão. Olha para cima e também nada. Até que avista a mangueirinha do chuveiro. -“Grande idéia!” &lt;br /&gt;Com um só golpe ele desconecta a mangueira do chuveiro e analisa a possibilidade de enforcar o indivívuo. Pensado e feito. Faz um laço e, como um experiente laçador, laça o cramulhão e o aperta, dividindo aquele ser em duas partes. &lt;br /&gt;Agora, a parte mais importante – a descarga! Iria a descarga nesse momento, na atual conjuntura dos fatos, dar conta do bichano dividido? Com muita fé, ele dá um golpe na cordinha e vibra quando vê que o animal não resistiu à fúria das águas. &lt;br /&gt;Feliz e muito mais tranquilo, ele molha a cabeça e abre a porta do banheiro fazendo de conta que a demora era devido ao banho que tomara. &lt;br /&gt;por BYROCAI &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-7600869?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/7600869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/7600869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2001_12_01_archive.html#7600869' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-7467415</id><published>2001-11-28T09:16:00.000-03:00</published><updated>2001-11-28T09:16:04.066-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;MULHER IDEAL?&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;IMG SRC ="http://www.byrocai2.hpg.ig.com.br/entretenimento/106/byrocai2-4-fl_album1.jpeg" BORDER = 0&gt; &lt;b&gt;Estão vendo essa coisinha linda aqui do lado? Pois é. O que acham que ela faz? Quem sabe ela tenha família, marido e fílhos? Quem sabe ela é uma universitária? Ou modelo? Pode ser...Mas não! Essa coisa linda é fugitiva do FBI: assaltante de banco. Loucura, né? Imagina, tu conhece ela numa noite, passam ótimos momentos juntos, no outro dia tu liga e ela diz: &lt;i&gt;"Olha só, também adorei te conhecer, mas sou procurada pelo FBI e não posso aparecer muito poraí. Sou assaltante de banco. Mas não te preocupa. Não é nada contigo...o problema sou eu!"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;por Lucas A.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-7467415?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/7467415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/7467415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2001_11_01_archive.html#7467415' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-7170024</id><published>2001-11-16T11:06:00.000-03:00</published><updated>2001-12-06T10:56:33.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;A VIAGEM&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Cheguei correndo à rodoviária. Sempre deixo tudo pra última hora. Por que só me lembrei do chinelo quando eu já estava dentro do taxi? Meu ônibus saía as 23h. Já eram 23h.&lt;br /&gt;     Atravessei a rodoviária correndo e rengo para o lado direito, onde estava todo o peso concentrado da minha mochila. &lt;br /&gt;- Box 23, box 23...Droga, onde é o box 23?!&lt;br /&gt;Parei no estande de informações que estava no meu caminho:&lt;br /&gt;- Moça, onde fica o box 23?&lt;br /&gt;- &lt;i&gt;Atenção, foi achada uma carteira...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;- Moça, por favor! Meu ônibus está saindo e eu não acho o box!&lt;br /&gt;- &lt;i&gt;Criança perdida! Quem souber do paradeiro de uma menina ...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;- Senhorita! Meu ônibus!!!&lt;br /&gt;-    Meu senhor, o senhor não está vendo que estou muito ocupada e pretendo atender todos os pedidos o mais eficiente possível? Olhe para o redor. É feriadão. Veja quantas pessoas estão andando de um lado para o outro aqui nessa rodoviária. Sabe o que significa isso? Sabe? Isso significa que são dezenas de crianças perdidas, que são centenas de carteiras encontradas e são milhares de boxes não encontrados. Agora, se o senhor me deixar fazer o meu trabalho tranqüilamente, já o ajudarei a saciar suas dúvidas.&lt;br /&gt;    Admirado com todo o discurso da moça das informações, me parei de boca aberta e susurrei:&lt;br /&gt;- Mas meu ônibus...&lt;br /&gt;Resolvi desistir do apoio da simpática moça das informações e fui me virar sozinho. Correndo, com a mochila incrivelmente pesada no ombro direito, o travesseiro no braço esquerdo que ao mesmo tempo continha a garrafinha de água mineral e o bilhete da passagem, achei o box 15. Pensei:&lt;br /&gt;- Hummm, bom sinal. O 23 está perto!&lt;br /&gt;Amarga ilusão! O box 23 ficava do outro lado da rampa. Rampa? É, a rampa. Além de tudo tive que subir uma rampa de pedras escorregadias.&lt;br /&gt;- Box 20, 21, box 22...23!!! Esse é o meu ônibus?!?!&lt;br /&gt;Um ônibus velho, sem ar-condicionado, com surfistas, senhoras de idade, obesos, crianças das mais variadas idades com seus salgadinhos e “refrís” a postos na porta esperando para subir os degraus estreitos e se sentar naqueles bancos de couro plastificado que no verão faz a gente grudar. &lt;br /&gt;Me dirigi ao motorista:&lt;br /&gt;- Meu senhor, esse aqui é o ônibus para Florianópolis que sai agora às 23h?&lt;br /&gt;Sem me olhar nos olhos e manobrando um palito de dente entre os lábios ele me respondeu:&lt;br /&gt;- Âhã.&lt;br /&gt;   Meio decepcionado com a simpatia do motorista, entrei no ônibus e procurei meu banco.&lt;br /&gt;   Como eu não gosto de botar a mala no bagageiro, levai a mochila junto comigo esperando levá-la no espaço sobre os bancos. Doce ilusão. Não coube. Na verdade o espaço era tão pequeno que apenas uma carteira vazia poderia ser levada lá. Decidi pôr minha bagagem nos meus pés.&lt;br /&gt;   Poltrona 21, janela. Me acomodei muito apertadamente com a mochila no chão. Estava abafado lá dentro. Fui abrir o vidro e me deparei com uma grande surpresa: tive a “sorte” de pegar justamente a janela onde fica a emenda dos vidros, ou seja, sem abertura alguma. Só as janelas do banco da frente e do de trás abriam. Isso significava que eu dependeria do frio e do calor de outras pessoas.&lt;br /&gt; Já acomodado na poltrona e brigando com a maldita cortininha marrom que tinha o velcro gasto e não se continha mais, tive uma desagradável surpresa:&lt;br /&gt;- Hei, esse aí é o meu lugar!&lt;br /&gt;- Como, senhor?&lt;br /&gt;- Esse aí é meu lugar!!&lt;br /&gt;- Desculpa, senhor, mas esse número aqui é janela, e é meu.&lt;br /&gt;- Eu que pedi janela, teu lugar é no corredor!!!&lt;br /&gt;Era um homem gordo que vestia uma calça jeans velha, descosida, uma camisa branca quase que transparente. Mas o problema era o calor que fazia aquele senhor transpirar feito uma cachoeira.&lt;br /&gt;Depois de muita insistência, pois ainda tinha dignidade, consegui convencer ele a se sentar na poltrona do corredor. Mal humorado e querendo, claro, me matar, ele se sentou com tudo no acento, fazendo com que eu me espremêsse mais ainda contra a janela e sobre a mochila.&lt;br /&gt;Daí foram mais uns dez minutos para todos entrarem no ônibus, inclusive as senhoras de idade que dividiam as balas que compraram no bar da rodoviária, e as crianças que brigavam por um “góle de refrí”!&lt;br /&gt;Graças a Deus, eram 23:15h e o ônibus saía da rodoviária. O bondoso senhor que estava do meu lado puxou de uma de suas sacolas um rádio à pilha e o grudou no ouvido. Eu já estava impaciente com tamanho aperto e ainda mais sabendo que teriam mais umas 9h de viagem.&lt;br /&gt;Ainda com dignidade e uma dose de coragem, decidi demarcar o meu território baixando aquela divisória entre os bancos. “Doce ilusão 3”, o banco não tinha a tal peça. Quem sabe pela idade do veículo ou por algum ato depredativo, tive que aturar o braço suado do gordo junto ao meu. Fazer o quê? Liguei meu walkman, fechei os olhos e rezei para dormir o mais rápido possível.&lt;br /&gt;Mas que nada! O motorista dirigia feito um camikaze fazendo com que o ônibus balançasse para todos os lados. Numa balançada dessas um embrulho de alguém que estava no espaço acima dos bancos, caiu sobre o gordo. Ele acordou irado e me olhando feio. Rapidamente fingi que estava dormindo antes que levasse uma sova.&lt;br /&gt;Nesse momento o walkman começou a dar sinais de que, novamente, usei o par de pilhas velhas. Droga! Além de tudo sem música. Mas isso não durou muito tempo. Após alguns minutos ouvindo só o ronco do motor, passei a ouvir também o ronco do urso que dormia ao meu lado. E o pior: com a cabeça virada para mim.&lt;br /&gt; Passaram-se uns 30 min. e eu acordei de um cochilo. Estava com fome. Pensei nas bolachas dentro da minha mochila. Mas os problemas agora eram dois: o primeiro era como abrir a mochila me mexendo minimamente e não apurrinhar o meu vizinho de acento? O segundo, e o mais difícil, era como abrir o pacote de bolacha sem barulho para não acordar o urso roncador? Pensei comigo:&lt;br /&gt;- Calma Lucas. Toma um pouco de água e espera que daqui a pouco pararemos para comer.&lt;br /&gt;Tomei um gole daquela água morna que pareceu me dar mais sede. Mas consegui dormir.&lt;br /&gt;   Acordei com o ônibus sendo manobrado em um posto, restaurante...sei lá. Algo de beira de estrada. Muitas luzes, muitos ônibus, muitas pessoas com as caras amassadas.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;CONTINUA...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;por BYROCAI&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-7170024?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/7170024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/7170024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2001_11_01_archive.html#7170024' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-6727079</id><published>2001-10-30T09:42:00.000-03:00</published><updated>2001-10-30T09:42:48.903-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;   MARQUITO MARIANO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Marquito Mariano era um jovem advogado formado pela faculdade Junesca da província de Ataídes, ao norte da Argentina. Ele, quando pequeno, estudou no internato Nossa Senhora de Lourdes, uma escola de padres onde ele aprendeu os ensinamentos da bíblia e desenvolveu um grande rigor na organização de suas tarefas.&lt;br /&gt;   Mas o que ele mais gostava, era quando a cada quinze dias, o motorista de seu pai, João Murillo, o vinha buscar para passar o fim de semana na casa de seus pais. Seu pai era um bem sucedido empresário. Tinha uma fábrica de refrigerantes conhecidos regionalmente pela incrível semelhança à uma marca multi nacional.&lt;br /&gt;   Assim que Marquito adentrava nas terras de seu pai, ele gritava:&lt;br /&gt;- Papa, estoy aqui!!!!!&lt;br /&gt;   Seu coração estava repleto de felicidade, quando ele saltou da carroceria da caminhonete e pulou correndo na estrada de terra indo em direção à casa grande. Olhando fixamente para a casa, ele não presta a atenção no terreno irregular, e afunda seu pé esquerdo numa falha do chão. Marquito Mariano encontra com a boca a terra vermelha onde passavam os caminhões da indústria de seu pai.&lt;br /&gt;João Murillo presenciou a cena e, estupefato, saltou do volante da caminhonete e foi socorrer o filho de seu chefe. Mas como João era um homem tosco, rude e imbecil, ele esqueceu de parar ao veículo que continuava em movimento até se chocar com uma vaca, a vaquinha Victória!&lt;br /&gt;   Marquito viu a vaquinha se escafeder-se no pára-brisa da pick up e soltou um grito do fundo do peito:&lt;br /&gt;- Vaquita, noooooooooooooo!!!!!&lt;br /&gt;   Após o berro, Marquito desmaiou.&lt;br /&gt;   Ainda dolorido, Marquito acorda no quarto de sua mãe, a dona Matildes Cristina. Senhora gorda, judia e que tinha uma lojinha de bijouterias na cidade. Mariano olha em volta e vê um vulto estranho. Não reconhecia aquela pessoa vestida com um aventalzinho amarelo gema e de lenço branco na cabeça. Sua mãe entra no quarto e diz:&lt;br /&gt;- Mio filhito, còmo estás? Yo estou muy preocupada!&lt;br /&gt;- Estoy bien, mama....mas muy triste por causa de Victória!&lt;br /&gt;- Esqueça, mio hijo! Logo más ele teria que deixar-nos. Venga, yo voi apresentar-te à Juanita.&lt;br /&gt;  Levantando da cama ainda grogue, Marquito se depara com a cafusa mais bela que já havia visto em toda sua vida. Juanita era filha de uma escrava cozinheira e de um índio guarani que pastoriava nos campos de Dom Rodrigues, pai de Mariano. Era uma bela mulher. Seios duros, empinados, sorrizo maroto. O aventalzinho sujo de terra. Disse à Dona Matildes, Juanita:&lt;br /&gt;- Espere, madame. Yo ajudarei a levantar lo pequeno tico.&lt;br /&gt;   Levantando o tico, Marquito levanta da cama e sai correndo assombrado para o banheiro.&lt;br /&gt;- Marquito, myo hijo!!!&lt;br /&gt;Gritava sua mãe.&lt;br /&gt;   Mariano, dentro do banheiro, se sente estranho. Estava com medo. Não sabia o que estava acontecendo não sabia o por quê de seu tico levantado. Ele não sabia que eras apenas mais um a cair na maldição da mãe de Juanita.&lt;br /&gt;   Após se recompor, Marquito sai do banheiro de banho tomado, dentes escovados, cabelo lambido para o lado e vai em direção à sala de jantar da enorme casa de seu pai para encontrar seus familiares e tomar o desjejum. Apontando no corredor, ele escuta gritos agudos e batidas fortes na mesa. Ele se assusta. Chegando na sala, vê seu pai se contorcendo na cadeira principal de mesa de jantar dando “gritinhos” semelhantes a uma hiena com dor de barriga. Mariano pergunta à sua mãe:&lt;br /&gt;- Mama, o que é isso com papi?&lt;br /&gt;- Su padre tiene uma doença maldita. Se chama síndrome de Tourett. Ela se classifica por espasmos musculares involuntários que levam tu padrito a dar esses grititos e espancar la mesita sem ser sua vontad.&lt;br /&gt;   Marquito senta à mesa e tenta não olhar para seu pai. Aquele que um dia o levou no colo para cima e para baixo, andando a cavalo e tomando banho de rio. Marquito tenta engolir um pão caseiro com manteiga de avestruz, mas não consegue. Ele começa a chorar por causa do estado lastimável de seu pai e vai correndo para o seu quarto.&lt;br /&gt;   Aos soluços em cima da cama, Marquito ouve a porta de seu quarto abrir e escuta aquela suave voz chamando o seu nome:&lt;br /&gt;- Marquito, por que choras?&lt;br /&gt;   Ele não reconhece a voz e vira-se para ver quem entrara em seu quarto. Era Juanita, a doce empregada que causava calafrios até nos cachorros. Diz Juanita:&lt;br /&gt;- Yo conheço uma tecnica de relaxamiento que deixarar-te muy bueno!&lt;br /&gt;   Juanita se joga na cama, por cima de Marquito, e abocanha seu calcanhar, dando-lhe mordidinhas no tornozelo.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;                CONTINUA....&lt;br /&gt;&lt;b&gt;por BYROCAI.&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-6727079?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/6727079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/6727079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2001_10_01_archive.html#6727079' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-6632582</id><published>2001-10-26T09:29:00.000-03:00</published><updated>2001-10-26T09:29:08.043-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt; NOITE DO MICRÓBIO&lt;br /&gt;  Outra noite estava eu e um amigo voltando da faculdade e ao passarmos numa avenida famosa aqui em Porto Alegre (Av. Farrapos), conhecida pelas suas diversões informais noturnas (puteiros mesmo!) fomos atacados por um porteiro:&lt;br /&gt;- E aí, gurizada!!! Vamo fazê a noite? Aqui é só virge!&lt;br /&gt;- Só virgem? Tu garante?&lt;br /&gt;- Claro! São todas de setembro!&lt;br /&gt;    Puta merda, que jogada de marketing! Esses caras têm a manha mesmo.&lt;br /&gt;O pior foi o seguinte, da outra casa:&lt;br /&gt;- E aí senhores...já conhecem a “noite do Micróbio”?&lt;br /&gt;- Como é que é?!?!&lt;br /&gt;- Noite do Micróbio....&lt;br /&gt;- Como é isso?&lt;br /&gt;- Ahhh, só entrando pra ver....baldinho com cinco ceva, dé real!&lt;br /&gt;- Não, não...valeu.&lt;br /&gt;Seguimos caminhando indo para casa:&lt;br /&gt;- Ô Lucas...&lt;br /&gt;- Que é?&lt;br /&gt;- Noite do Micróbio....tu tem dinheiro aí?&lt;br /&gt;- Bah....quatro pila, por quê?&lt;br /&gt;- Tenho cinco...vamo ali ver qualé!&lt;br /&gt;- Sai fora, meu!&lt;br /&gt;- Vamo mesmo....só pra ver qualé dessa Noite do Micróbio.&lt;br /&gt;   Voltamos e fomos direto no porteiro:&lt;br /&gt;- Aí, parcero! Temos nove pau. Nos libera?&lt;br /&gt;- Vem que não dá nada...vão entrando, vão entrando...&lt;br /&gt;   Entramos na “casa”. Vazio, vazio. Aquela penumbra, as paredes roxas, o garçom no bar secando os copos e nos encarando. Deveria ter umas seis meninas. Clientes só tinham dois: um velho e um cara bem estranho.&lt;br /&gt;- Cara! Olha que gatinha!&lt;br /&gt;- Segura, Rodrigo!&lt;br /&gt;- Bah...ela tá vindo aí!&lt;br /&gt;- Oi rapazes. Eu sou a Rochelle.&lt;br /&gt;- Muito prazer, Rochelle....sou o Lucas e esse aqui é o Rodrigo.&lt;br /&gt;- Querem sentar?&lt;br /&gt;   Sentamos numa mesinha do lado do “palco” onde se apresentava uma dançarina,  muito escrota, por sinal. Deveria ter a idade aproximada das minhas tias e um corpo muuito nada haver.&lt;br /&gt;- Querem beber algo? Quero uma dose de uísque.&lt;br /&gt;- Pô, já?&lt;br /&gt;- Fica frio, Rodrigo. Não, não...vamos beber só cerveja. Nos acompanha?&lt;br /&gt;   Pela cara que ela fez ,deu pra ver que ela não curtiu a idéia.&lt;br /&gt;     CONTINUA... &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;por BYROCAI.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-6632582?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/6632582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/6632582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2001_10_01_archive.html#6632582' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-6632550</id><published>2001-10-26T09:26:00.000-03:00</published><updated>2001-10-26T09:31:22.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>  &lt;b&gt; APUROS&lt;br /&gt;   Depois do churrasco, enquanto uns resolveram tirar um cochilo na porta da garagem, ele pega um Correio do Povo de duas semanas e adentra ao banheirinho no fundo da peça. Lá era um lugar agradável – arejado, claro, limpo, quieto, isolado – para liberar o fruto de sua digestão.&lt;br /&gt;   Desce a tampa do vaso e olha em volta, verificando se não há nenhuma perereca perdia por detrás da patente, pois seria um grande susto sentir aquela barriga gelada do anfíbio lhe tocar as nádegas. Não havia nada. Tudo tranqüilo. Pronto para o trabalho. Se aconchega no trono e começa a folhear o jornal.&lt;br /&gt;   Pensando na vida, ele é interrompido pelo ronco do pai e das duas irmãs adolescentes de seu amigo – o dono da residência – que o havia convidado para passar aquele fim-de-semana na sua casa de praia. Mas isso não era nada. Roncos não perturbavam seu trabalho.&lt;br /&gt;   Passados uns trinta minutos, ele acaba a tarefa e começa a se recompor para continuar a vida. Surge uma pequena preocupação: o banheiro é bastante arejado, mas até que ponto essa qualidade da peça não influenciará, depois de tê-lo usado, no sono do proprietário que dormia dali uns cinco metros? Olhou em volta e, surpreendentemente, avista uma vela e uma caixinha de fósforos que a mãe de seu amigo, por precaução, botou na janelinha do banheiro para caso faltasse luz e alguém estivesse ali dentro. -“Hummm, fósforos.”&lt;br /&gt;   Jogou o palito no lixo e deu uma espiada para o fundo da patente. “Nossa!”. Deu um pulo pra trás ao ver o sei “filhinho”. Aliviado, sabendo que tudo aquilo tinha deixado de fazer parte de sua massa, puxou a cordinha da descarga e esperou o “cramulhão” sumir no redemuinho formado pela água que escorria na louça azul. Foi-se a água, ficou o indivíduo. Era um bichano muito saudável, forte e que não queria saber de ir embora. Esperou a caixa da descarga carregar de água novamente para poder , finalmente, dizer adeus àquela sua cria.&lt;br /&gt;   Nada! Era a segunda descarga e nada do cramulhão se mexer. O problema agora não era mais o cheiro, mas sim o barulho que a descarga fazia. Também o tempo que estava ali. Já se passavam quarenta e cinco minutos desde sua entrada. &lt;br /&gt;   Ele começou a ficar nervoso. Como sair dali, daquele jeito, deixando aquela “baita matéria” presa no fundo da privada? Sabendo que viraria chacota, pior, mesmo que ninguém falasse, saberiam todos que ele era o autor de tão gigantesca obra.&lt;br /&gt;   Tentou mais três vezes e o animal não desistia. O que lhe tomava grande tempo era a espera para encher novamente a caixa da descarga. Ele não podia ficar mais tempo ali dentro. Daqui a pouco uma irmã de seu amigo poderia querer entrar para passar bronzeador nas costas utilizando o espelho atrás da porta ou qualquer outra coisa. Tinha que pensar rápido. Tinha que, urgentemente, sair dali.&lt;br /&gt;   Olhou em volta e não havia nada. Nem chinelo velho, nem desentupidor de vaso para poder esgrimar com o fiel escudeiro intestinal que estava a sua espreita. Já tremendamente nervoso, olha para o box. Não encontrou nada no chão. Olha para cima e também nada. Até que avista a mangueirinha do chuveiro. -“Grande idéia!”&lt;br /&gt;   Com um só golpe ele desconecta a mangueira do chuveiro e analisa a possibilidade de enforcar o indivívuo. Pensado e feito. Faz um laço e, como um experiente laçador, laça o cramulhão e o aperta, dividindo aquele ser em duas partes.&lt;br /&gt;   Agora, a parte mais importante – a descarga! Iria a descarga nesse momento, na atual conjuntura dos fatos, dar conta do bichano dividido? Com muita fé, ele dá um golpe na cordinha e vibra quando vê que o animal não resistiu à fúria das águas.&lt;br /&gt;   Feliz e muito mais tranquilo, ele molha a cabeça e abre a porta do banheiro fazendo de conta que a demora era devido ao banho que tomara. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;por BYROCAI&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-6632550?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/6632550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/6632550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2001_10_01_archive.html#6632550' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-6605725</id><published>2001-10-25T09:33:00.000-03:00</published><updated>2001-10-25T09:40:52.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ACESSEM &lt;font color = blue&gt;&lt;a href="http://www.byronews.blogspot.com/" class="byronews.blogspot.com"&gt;BYRONEWS&lt;/a&gt;&lt;/font color&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-6605725?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/6605725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/6605725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2001_10_01_archive.html#6605725' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-6263129</id><published>2001-10-11T12:11:00.000-03:00</published><updated>2001-10-11T12:30:25.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;COMO ME MACHUQUEI&lt;b&gt;  (autor desconhecido)&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Explicação de um operário português sinistrado, à Companhia Seguradora, que estranhou a forma como o acidente ocorreu. Este é um caso verídico cuja transcrição abaixo foi obtida através de cópia de arquivo na companhia seguradora. O caso foi julgado no Tribunal de Justiça da Comarca de Cascais.O Português explica detalhadamente como aconteceu ao juri do Tribunal Judicial da Comarca de Cascais &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exmos. Senhores, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resposta ao pedido de informação adicional informo: No quesito no 3, da participação de sinistro, mencionei "Tentando fazer o trabalho sozinho" como causa do meu acidente. Disseram na vossa carta que deveria dar uma explicação mais pormenorizada pelo que espero que os detalhes abaixo sejam suficientes.Sou assentador de tijolos. No dia do acidente, estava a trabalhar sozinho no telhado dum edifício novo de 6 (seis) andares. Quando acabei o meu trabalho verifiquei que tinham sobrado 250 quilos de tijolos. Em vez de os levar à mão para baixo decidi colocá-los dentro dum barril com a ajuda de uma roldana, a qual felizmente estava fixada num dos lados do edifício no 6º andar. Desci e atei o barril com uma corda, fui para o telhado, puxei o barril para cima e coloquei os tijolos dentro. Voltei para baixo desatei a corda e segurei-a com força de modo a que os 250 quilos de tijolos descessem devagar &lt;br /&gt;(de notar que no quesito no 11 indiquei que o meu peso era 80 quilos).Devido à minha surpresa por ter saltado repentinamente do chão, perdi a minha presença de espírito e esqueci-me de largar a corda. É desnecessário dizer que fui içado do &lt;br /&gt;chão a grande velocidade. Na proximidade do 3º andar, embati no barril que vinha a descer. Isto explica a fractura do crânio e da clavícula partida.&lt;br /&gt;Continuei a subir a uma velocidade ligeiramente menor não tendo parado até os nós dos dedos das mãos estarem entalados na roldana. Felizmente que já tinha recuperado a minha presença de espírito e consegui apesar das dores &lt;br /&gt;agarrar a corda. Mais ou menos ao mesmo tempo o barril com os tijolos caiu no chão e o fundo partiu-se, sem os &lt;br /&gt;tijolos o barril pesava aproximadamente 25 quilos (refiro-me novamente ao meu peso indicado no quesito no 11). Como &lt;br /&gt;podem imaginar comecei a descer rapidamente. Próximo ao 3º andar encontro o barril que vinha a subir. Isto justifica a natureza dos tornozelos partidos e das lacerações das pernas bem como da parte inferior do corpo. O encontro com o barril diminuiu a minha descida o suficiente, que minimizou os meus sofrimentos quando caí em cima dos tijolos e felizmente só fracturei 3 vértebras.&lt;br /&gt;Lamento no entanto informar que enquanto me encontrava caído em cima dos tijolos com dores incapacitado de me levantar, e vendo o barril acima de mim , perdi novamente a presença de espírito e larguei a corda. O barril pesava &lt;br /&gt;mais que a corda e então desceu e caiu em cima de mim partindo-me as duas pernas.&lt;br /&gt;Espero ter dado a informação solicitada do modo como ocorreu o acidente.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-6263129?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/6263129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/6263129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2001_10_01_archive.html#6263129' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-6261215</id><published>2001-10-11T10:35:00.000-03:00</published><updated>2001-10-11T10:36:16.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>   &lt;b&gt; Maria da Graça&lt;b&gt;&lt;br /&gt;   Maria da Graça trabalhava como segurança em um hospital. Ela fazia parte do corpo dos vigias que atendiam as dúvidas dos pacientes, davam apoio para o que precisasse e, volta e meia, apartava uns quebra pau na porta da emergência.&lt;br /&gt;   Nos dias de folga, Maria curtia mesmo é uma bola:&lt;br /&gt;- É isso aí, gurizada! Vâmo rolar essa bixiga!&lt;br /&gt;Gritava Maria entrando no campo e fazendo o sinal da cruz.&lt;br /&gt;   O campo ficava numa associação de funcionários do hospital. Todo o sábado, rolava um galeto ao meio – dia e um futebol pra desestressar. O pessoal levava a família toda: enquanto a criançada ficava brincando na pracinha, as esposas faziam fofoca na arquibancada.&lt;br /&gt;   Mas vamos ao jogo. Marião, como ela fazia questão de ser chamada, era zagueira e não se importava de ser a única “mulher” no campo.&lt;br /&gt;- Porra! Mas tu parece uma mariquinha! Chuta essa merda que nem macho, seu puto!&lt;br /&gt;   Maria incentivava muito o seu time. Ela era um verdadeiro trator na intermediária.&lt;br /&gt;-   Partiu Jorge pela lateral, lançou para Cleiton, Marião vem correndo em direção ao ponta...ishhhh...caiu o ponta! Pára o jogo. Chama a maca!&lt;br /&gt;   Mas o forte de Marião mesmo era a canhota:&lt;br /&gt;- Foi falta!&lt;br /&gt;- Falta o cacete!&lt;br /&gt;- Foi falta magrão. Fica frio que eu bato!&lt;br /&gt;   Não tinha muita discussão com ela. Ninguém queria ficar na barreira:&lt;br /&gt;- Vai mais um..&lt;br /&gt;- Pô, cara. Não vô não!&lt;br /&gt;- Vem cá, seu viado!&lt;br /&gt;- Ô meu, te lembra o que ela fez no Algenor?&lt;br /&gt;- Cacete!&lt;br /&gt;Phhooowwwwwww!&lt;br /&gt;   Canhotaço de Marião. A barreira abre e o goleiro se encolhe. Furo na rede.&lt;br /&gt;- Pôrra, de novo!&lt;br /&gt;- É isso aí, Marião! Vâmo tomá uma ceva e olhá as mulherada!&lt;br /&gt;- È isso aí...as mulherada!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-6261215?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/6261215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/6261215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2001_10_01_archive.html#6261215' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-6246670</id><published>2001-10-10T19:30:00.000-03:00</published><updated>2001-10-11T09:03:45.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Os três porquinhos&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andei observando alguns fatos que me fizeram discutir a diferença de espécie que há entre os poderosos e nós. Acreditamos que todo o político é corrupto e que todo o rico é mesquinho e egoísta.&lt;br /&gt;O fato de um vendedor de cachorro quente perto da minha casa querer me cobrar um pão sem salsicha pelo mesmo preço de um com, me fez questionar essa diferença. Ora, o que caracteriza o cachorro quente é um pão com uma salsicha dentro. Não é justo e é uma ofensa à minha inteligência querer cobrar um casco de cerveja o mesmo valor de uma garrafa cheia e gelada. Ou uma caixinha de leite vazia como se estivesse cheia. A cerveja é para a garrafa, e o leite para a caixinha, o mesmo que a salsicha é para o pão no caso do cachorro quente. Ou seja, o conteúdo, a essência.&lt;br /&gt; Outro caso é de um professor meu da faculdade que dá aula para uma cadeira que se completa em 3 semestres. O livro adotado por ele para um ano e meio de duração da matéria é de sua própria autoria. Pagamos uma fortuna de mensalidade numa universidade particular e fica difícil a obtenção de qualquer material extra. Eis que um colega meu, visivelmente humilde, daqueles que se quebram pra viver, não tinha dinheiro suficiente para comprar o livro e resolveu tirar uma cópia de um capítulo para não ficar para trás na matéria. Durante a aula o professor vai direto na mesa do aluno, na frente de todos os seus colegas, e lhe pede satisfação sobre aquele "plágio explícito", "crime inafiançável"....e que principalmente feriu seu ego. Após ouvir todo o discurso dispensável do professor e tentar explicar que aquela situação era temporária, meu colega saiu da sala e desistiu da cadeira pela indignação e humilhação passada na frente de todos.&lt;br /&gt;Mais um caso é o do nosso conhecido e "simpático" George Sohros. O mega especulador que tem como passatempo quebrar bolsas dos países em desenvolvimento e ver milhões de pessoas desesperadas com uma crise internacional.&lt;br /&gt;O que têm eles em comum? Além de, para alguém mais exaltado os chamar de Porcos Capitalistas Selvagens, a necessidade obsessiva de lucro. Cada um na sua realidade. O lucro é essencial. O lucro excessivo não. Um advogado presidente do instituto liberal disse em um debate: "Lucro é lucro. Não vamos adjetivá-lo". Que absurdo! Concordo que tem que haver o lucro. Temos um gasto. Quando vendemos nossa mercadoria, temos que levar em conta o que foi investido e obter uma quantia, que é o lucro. Mas por que o abusivo, excessivo? O que faz um sistema selvagem assim é a mentalidade das pessoas. Está no modo como elas vêem a vida. Não é preciso nascer americano ou ser um multi milionário para pensar assim. Nem ser da alta burguesia. Basta ser do povo. Não adianta só se manifestar contra uns grandes poderosos enquanto o povo  tem o mesmo pensamento. Essas pessoas fazem parte daquele grupo que está satisfeito com a situação. Se não estão, acham que nada pode ou irá mudar. Por que não acontecem mudanças significativas no país? Em parte é por causa desse pensamento.&lt;br /&gt; Não estou dizendo que a salsicha é a causa da miséria no Brasil, mas chamo a atenção para a mentalidade de pessoas entre nós que têm um pensamento fixo e atarracado no próprio benefício. No próprio lucro.&lt;br /&gt;           Temos que mudar essa mentalidade. Senão, um novo presidente ladrão se elege. A roubalheira piora e o povo diz: "Mas são todos iguais...". Se são todos iguais, são iguais a nós. Quem eram eles antes de estarem no poder? Eram seres criados pela CIA, que se infiltram na política de países em desenvolvimento e manipulam sua economia para a felicidade do Tio Sam? Não! Eram gente do povo, como nós. Ou seja, a probabilidade de um de nós se eleger, subir ao poder e se tornar um corrupto é muito grande. Principalmente quando se tem uma visão obsessiva de lucro em benefício próprio. São essas pessoas que estão satisfeitas. Essas que acham que não podemos mudar nada. São essas "tapadas" que só pensam na existência do seu mundo abdominal.&lt;br /&gt;Cobro sim uma mobilização. Não necessariamente pegar a bandeira de um partido e sair para a rua gritando palavras de ordem. Mas uma mobilização primeiramente interior. Observar como estamos vendo a conjuntura atual. Depois passemos às nossas famílias, amigos, para depois poder, com todo o direito e, acima de tudo, consciência dos nossos problemas como sociedade, reivindicar atitudes e nossos direitos como cidadãos e contribuintes.&lt;br /&gt;É fácil levantar uma bandeira e gritar palavras de ordem. Difícil é defender uma idéia sensata e principalmente de uma maioria que têm o mínimo poder.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-6246670?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/6246670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/6246670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2001_10_01_archive.html#6246670' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-6245972</id><published>2001-10-10T18:58:00.000-03:00</published><updated>2001-10-10T18:58:05.200-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ESCLARECIMENTO&lt;br /&gt; PESSOAL, É O SEGUINTE: VCS ESTÃO VENDO QUE ISSO AQUI TÁ MEIO ATIRADO, MAS ESPEREM! NÃO FUJAM! O GRUPO BYROCAI ESTÁ FAZENDO UM NOVO FILHO (E TODOS NÓS SABEMOS COMO É BOM FAZER) QUE, EM BREVE, DIVULGAREI O ENDEREÇO.&lt;br /&gt;O BYROWORD SERVIRÁ ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE PARA POSTAR AS HISTÓRIAS. NÃO VAI HOSPEDAR MAIS LANCES DO DIA-A-DIA. ESPERO QUE VCS GOSTEM DO FUTURO TRABALHO QUE VIVERÁ CONCOMITANTE COM O VELHO BYRO.&lt;br /&gt;DEPOIS NOS FALAMOS...UM ABRAÇO.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-6245972?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/6245972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/6245972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2001_10_01_archive.html#6245972' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-5974979</id><published>2001-09-28T11:45:00.000-03:00</published><updated>2002-08-21T16:53:13.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>                               &lt;b&gt;Nas Entranhas do Lar&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC = "http://www.byrocai2.hpg.ig.com.br/entretenimento/106/byrocai2-1296-5.jpeg" BORDER=3&gt;&lt;br /&gt;Fazia horas que a minha mãe me pedia para pendurar aquele quadro na parede:&lt;br /&gt;-Pô, guri!...já te pedi umas mil vezes pra tu pendurar essa merda aí!&lt;br /&gt;-Bah, mãe, foi mal. Eu me esqueço.&lt;br /&gt;-Ahã....pra sair poraí correndo china tu tem memória, né, seu cretino.&lt;br /&gt;-Tá mãe. Não enche o saco!&lt;br /&gt;Peguei um prego e um martelo e comecei a furar a parede.&lt;br /&gt;Páaaa&lt;br /&gt;Páaaa&lt;br /&gt;-Hummmmmmmm!&lt;br /&gt;-Ahhh, guri! Martelou o dedo?&lt;br /&gt;-Que dedo, mãe...não viaja! Tu que tá me sacaneando.&lt;br /&gt;Páaaa&lt;br /&gt;-Hummmmmmm!&lt;br /&gt;-Ô guri, mas tu não sabe nem pregar um preguinho?!?!&lt;br /&gt;-Sai fora, mãe. Me deixa em paz! Que barulho é esse? É tu?&lt;br /&gt;Páaaa&lt;br /&gt;Páaaa&lt;br /&gt;-Hummm, aiiiiiiii....aaaaaaaaahhhhh!&lt;br /&gt;Nisso um filete de sangue começa a escorrer do buraco do prego.&lt;br /&gt;-Manhêêêêê!!!!!!!!!!!  Vem cáaaaaaaa!&lt;br /&gt;- O que tu qué, guri?&lt;br /&gt;- Olha isso aqui!&lt;br /&gt;- Que é isso?? Tu te cortou?!?!&lt;br /&gt;- Cala a boca mãe...tá escorrendo da parede!!!&lt;br /&gt;- Não fala besteira!&lt;br /&gt;- Sério! Tô me cagando!!!!!!&lt;br /&gt;- Me dá isso aqui!&lt;br /&gt;Páaaa&lt;br /&gt;Páaaa&lt;br /&gt;- Hummmmmmmmmm........&lt;br /&gt;- Aaaaaaaaahhhhhh...o que é isso? Tá vindo aí de dentro!!!&lt;br /&gt;- Me dá aqui o martelo!&lt;br /&gt;Páaaaa&lt;br /&gt;Páaaaa&lt;br /&gt;Páaaaa&lt;br /&gt;- Guri! Olha o que tu tá fazendo com o reboco!&lt;br /&gt;- Cala a boca, mãe. Me traz a marreta!&lt;br /&gt;- Tu tá loco?&lt;br /&gt;- Porra, mãe! Tu não tá vendo que tem alguém aqui atrás????&lt;br /&gt;- Ai, guri. Não me assusta!&lt;br /&gt;- Porra! Busca a merda da marreta logo.&lt;br /&gt;   Nessas alturas a parede já estava toda rachada e encharcada de sangue.&lt;br /&gt;Bhouuuuum&lt;br /&gt;Bhouuuuum&lt;br /&gt;Bhouuuuum&lt;br /&gt;   O apartamento todo tremia com as minhas marretadas. Minha mãe histérica, estava gritando comigo com medo da parede toda cair.&lt;br /&gt;- Porra, mãe! Tu tá preocupada com a merda da parede? Não te ligou que tem alguém aí dentro?!?!   Pára de chorar!!!!&lt;br /&gt;Bhouuuuum&lt;br /&gt;Bhouuuuum&lt;br /&gt;   Consegui abrir um buraco. Dei uma espiada e ví um vulto.&lt;br /&gt;- Mãeeee!  Busca a faca!  Tem um cara aqui!&lt;br /&gt;- Desculpa me señor! Yo no tenho...&lt;br /&gt;- Que é isso?!?!?!?!&lt;br /&gt;- Mãeeeeee , a faca! Tem um argentino aqui!!&lt;br /&gt;- Señor....perdon....no machuca me....&lt;br /&gt;- Pega guri...!!!&lt;br /&gt;- Ok....quen és tu? Mãe, fala com o cara!&lt;br /&gt;- O que vou falar? Vou chamar a polícia!&lt;br /&gt;- Espera, cacete! O cara tá mais cagado que eu! Qual tu nombre?&lt;br /&gt;- Desculpaaa sssssseñor!!!!&lt;br /&gt;- Espere! Quen és tu?&lt;br /&gt;- Yo soy Ramirez. Te vou contar...no machuca me!!!!!&lt;br /&gt;- Calma, sai daí. Se tentar alguma coisa eu te detono na marretada!!!  Mãe, pega a faca. Qualquer coisa, fura o paraguaio!&lt;br /&gt;- Não faz isso, eu tô com medo!&lt;br /&gt;- Porra, mãe! Cala a boca!!! De onde tu veio? Como tu veio parar aí dentro? Tu é ladrão? Vou te quebrá!!!&lt;br /&gt;- Yo soy de Puerto Rico.....yo queria vir para América....&lt;br /&gt;- Que América o cassete!!!! Isso aqui é Brasil, porra!&lt;br /&gt;- Brasill?!?! Acá ser Brasil?!?!?!?!&lt;br /&gt;- É, uruguaio...onde tu pensa que tá? &lt;br /&gt;- Espere senõr...te contarei! Yo estava em puerto del Porto Rico com mi primo Raul. Iríamos nos esconder num navio de uma empreitera americana para poder entrar na América. Acá é Brasil?!?!&lt;br /&gt;- Cacete mesmo! Esse chileno perdido aqui! Mas como tu tá dentro da minha parede?!?!?!&lt;br /&gt;- É porto-riquenho, guri!&lt;br /&gt;- Não me interessa!!! Como tu tá aí dentro?!?!&lt;br /&gt;- Nós dormimos no navio que ía pra América...no sei o que aconteceu!&lt;br /&gt;- Colombiano filho da puta!&lt;br /&gt;- É de Porto Rico, guri burro!&lt;br /&gt;- Há quanto tempo tu tá aí?&lt;br /&gt;- Yo no sei mucho bien. Creo que há dos años!&lt;br /&gt;- O quê??? Dois anos dentro da minha parede??? O que tu faz aí??? Tá sozinho???&lt;br /&gt;- Yo y mio primo hacemos video-cassetes...&lt;br /&gt;   Depois de muita trova e quase esganar o cara, descobri que na verdade, ele queria entrar escondido nos EUA. Ele e o primo, viajaram clandestinos num navio de uma empreiteira americana que fechou suas filiais no Brasil. De alguma forma o barco, ao invés de ir para os EUA, veio pra cá. E eles estão aqui há dois anos e três meses pensando que isso aqui é a Porra da América!&lt;br /&gt;   Eles só saem de noite, por isso não falam com ninguém. Falaram até hoje só com um paraguaio que tem uma fabriqueta de aparelhos falsificados que em troca da mão de obra, lhes dá comida. O paraguaio, muito filho da puta, sacaneou eles dizendo que estavam nos EUA e a imigração já sabia deles. Eles desceram no porto e vieram no caminhão da empreiteira direto pra cá, e se esconderam dentro das fundações do prédio. Acabaram terminando a obra e os dois morando aqui dentro.&lt;br /&gt;   Acabei ficando amigo do cara. Era gente boa. Humilde. Fizemos os curativos na mão dele, que eu tinha furado na hora de pregar o prego. Ele tá melhor, agora. &lt;br /&gt;   Encontramos o primo dele, o Raul. È meio desconfiado. Saímos com eles durante o dia pra pegar um sol. Faz tempo que eles não andavam na rua durante o dia. Conseguimos uma pensãozinha pros dois e largamos umas fichas de emprego, inventadas, em algumas agências. Os caras sabem muito de eletrônica. Também, fazendo vídeo cassetes manualmente.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-5974979?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/5974979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/5974979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2001_09_01_archive.html#5974979' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-5952418</id><published>2001-09-27T11:58:00.000-03:00</published><updated>2001-09-27T12:41:34.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'> &lt;b&gt; A Sangrenta História das Chinchilas de Moçambique&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://www.byrocai.hpg.ig.com.br/entretenimento/106/byrocai_img_7-3.jpg" BORDER=3&gt;&lt;br /&gt;A professora levou a turma para um passeio na fazendo do pai de um aluno da escola. Foi toda a criançada do jardim até a 3a série.&lt;br /&gt;- Crianças, todas juntas em fila!&lt;br /&gt;- Ahh, professora! Eu quero ver a ovelinha!&lt;br /&gt;Calma, Juliana. Já vamos lá. Primeiro vamos ver as chinchilas.&lt;br /&gt;Ebáá!!! Chinchilas!!!&lt;br /&gt;   Só o que as crianças não sabiam e a professora também, era que a criação de chinchilas de fazenda seria pra tirar a pele dos bichos que seriam vendidas para fazer casaco de madame.&lt;br /&gt;-  Mas meu senhor, como vou mostrar esses bichos mortos para as crianças?!?!&lt;br /&gt;-  Não sei, não, senhora! Esse aqui é o meu trabalho.&lt;br /&gt;-  Mas agora eu já falei das chinchilas e as crianças estão muito curiosas para ver os bichinhos!!!&lt;br /&gt;-  O problema não é meu, senhora. Lá dentro é um matadouro.&lt;br /&gt;   A professora reuniu as outras coordenadoras para discutirem uma solução para o problema:&lt;br /&gt;-  É o seguinte, Vamos fazer uma propaganda das chinchilas. Dizer que elas são más! assim as crianças não vão se importar tanto ao verem elas mortas.&lt;br /&gt;-  É verdade! Mas o que diremos?&lt;br /&gt;-  Deixa eu pensar...&lt;br /&gt;-  ...&lt;br /&gt;-  ...&lt;br /&gt;-  Já sei! Vamos dizer que as chinchilas são animaizinhos muito ruins, perigosos e monstruosos!&lt;br /&gt;-  Mas como faremos isso? Olha aquela ali!&lt;br /&gt;   Nessa, a professora encara uma gaiola com um bicho dentro. A chinchila encara ela e ela olha para o bicho:&lt;br /&gt;-  ...&lt;br /&gt;-  ...Vejam que animal peçonhento. Esse aqui é o seu lugar! Esses animais são a causa da fome no mundo. Comem os grãos, as sementes, até...até...hã...até as pessoas!!!&lt;br /&gt;-  Crianças, é o seguinte: muito cuidado ao entrar nesse recinto pois aqui estão os mais perigosos animais da natureza. As chinchilas carnívoras de Moçambique!&lt;br /&gt;-  É mesmo, fessora?! Mas ela é tão bonitinha!...&lt;br /&gt;-  Tira a mão daí! Quer que ela te arranque o braço?!&lt;br /&gt;-  Mas elas são tão pequeninhas!...&lt;br /&gt;-  Mas juntas são como piranhas, capazes de comer um cangurú em 7 segundos!&lt;br /&gt;Óhhh&lt;br /&gt;  De repente, entra no galpão o ser Dirceu, o dono da fazenda.&lt;br /&gt;-  E aí criançada, gostaram dos bichanos?&lt;br /&gt;-  Não, tio. Eles são malvados.&lt;br /&gt;-   Malvados?!?! Esses bichos são muito mansos. Sou capaz de dormir tranqüilamente com uma chinchila dentro da cueca!&lt;br /&gt;-  Seu Dirceu!!!&lt;br /&gt;-  O que foi? Ahhh, me desculpe professora! Crianças, esses animais são os mais ferozes do reino animal. vou mostrar como se vence uma luta com esse monstro. Caso um dia, tomara a Deus que não, vocês cruzarem o caminho desses animais, peguem eles pelo percoço assim...depois apertem aqui...passem a faca...&lt;br /&gt;Schlaft...sfrinsch...&lt;br /&gt;  O velho tava quebrando todo o bichinho. Mas para parecer mais real a sua história, ele começou a gritar e rolar no chão:&lt;br /&gt;-  Áhhh, ela está arrancando a minha mão!!! Áhhh, me ajudem!!!&lt;br /&gt;  Nisso a criançada começa a chorar e sair correndo para o ônibus.&lt;br /&gt;-  Entrem crianças! Vamos embora rápido! Entrem!&lt;br /&gt;  Todos saíram correndo da fazenda. Pela janela, a professora dá um sorrizinho para o seu Dirceu agradecendo. O velho, com um sorriso sinistro e um bicho todo ensangüentado na mão, sorri para ela. Nisso, um menininho de uns 7 anos puxa a professora pela saia e diz:&lt;br /&gt;-  Professora, quando eu crescer quero ser um matador de chinchilas!&lt;br /&gt;  Olhando para o horizonte e dando um longo suspiro, responde a professora:&lt;br /&gt;-  Isso mesmo, meu filho! Isso mesmo!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-5952418?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/5952418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/5952418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2001_09_01_archive.html#5952418' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-5787239</id><published>2001-09-19T16:54:00.000-03:00</published><updated>2001-09-21T09:50:30.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>                            NINVÓMANÍACA!&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://www.byrocai.hpg.ig.com.br/entretenimento/106/byrocai_img_10-3.gif" BORDER=3&gt;&lt;br /&gt;- Ô Lucas, vamos jogar futebol lá na casa da minha vó?&lt;br /&gt;- Tua vó?!?!?! Não!!!&lt;br /&gt;- Por que, cara?&lt;br /&gt;- Sei lá...não tô afim!&lt;br /&gt;- Pô...baita amigo! Te quebro altos galhos...vamo lá!&lt;br /&gt;- Bah, cara. Não leva a mal, mas não vou não.&lt;br /&gt;- Que palhaço. Que viado que tu é!&lt;br /&gt;- Viado o cacete! Pega a merda da bola e vamo embora.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aí, vó?&lt;br /&gt;- Oiii, Guilherme. Trouxe o teu amiguinho, é?&lt;br /&gt;- Oi Dona Eva.&lt;br /&gt;- Oi menino bonito!&lt;br /&gt;Putamerda!&lt;br /&gt;- Vó, eu vou lá na garagem encher a bola. Espera aí, Lucas.&lt;br /&gt;- Peraí que eu vou contig.....&lt;br /&gt;- Lucas...como vai?&lt;br /&gt;- Vou bem, Dona Eva. E a senhora?&lt;br /&gt;- Estou muiiito bem. Gostou da minha calça nova? Não fica muito justa atrás?&lt;br /&gt;- Acho que não, Dona Eva.&lt;br /&gt;- Põe a mão. Tenta puxar pra ver se tá muito apertada.&lt;br /&gt;- Obrigado, Dona Eva.&lt;br /&gt;- Volta aqui, onde tu vai?&lt;br /&gt;- Vou na garagem!&lt;br /&gt;- E me deixar aqui sozinha? Sabe o perigo que eu, uma senhora de idade, corro se ficar aqui sozinha? E se me der um ataque cardíaco? Põe a mão aqui, gurizão!&lt;br /&gt;- Dona Eva, a senhora falou que aquela seria a última vez!&lt;br /&gt;- Vem cá, Lucas. Vem com a vó!!!&lt;br /&gt;- Lucas, vamo jogá!&lt;br /&gt;- Tô indo! ... Dona Eva, me larga!&lt;br /&gt;- Vem com a vovó, meninão!&lt;br /&gt;   A velha era ninfomaníaca. Já tinha se casado umas três vezes. Eu sofria muito quando ía pra lá. Ela cismou comigo. Dizia que eu estava apaixonado por ela, que éramos namorados, para eu ir lá escondido...&lt;br /&gt;   Passou uma semana e o Guilherme veio lá em casa:&lt;br /&gt;- E daí...vamo batê uma bola?&lt;br /&gt;- Nem morto!&lt;br /&gt;- Por que?&lt;br /&gt;- Tô com........hã........minha perna.........hã.......machuquei o braço.&lt;br /&gt;- Deixa de ser otário. O Daniel vai junto.&lt;br /&gt;- O quê?!?!  O Daniel?!?!?!&lt;br /&gt;   Bingo! O Daniel era um moreninho que nunca teve namorada. Barbada! Eu ía apresentar o Daniel pra vó do Guilherme e ela desencanaria de mim.&lt;br /&gt;- Eae vó!&lt;br /&gt;- Oi Dona Eva!&lt;br /&gt;- Oi Lucas, como vai?&lt;br /&gt;- Esse aqui é o Daniel!&lt;br /&gt;- Oi Daniel...mas que menino forte.&lt;br /&gt;- É isso aí, Daniel. Vou com o Guilherme encher a bola e já voltamos!&lt;br /&gt;- Peraí cara!&lt;br /&gt;- Oi Daniel...&lt;br /&gt;   Voltamos com a bola cheia:&lt;br /&gt;- Vamo embora jogar, Daniel?&lt;br /&gt;- Bah gurizada. Tô com dor no dedão. Vou ficar aqui conversando com a tua vó, Guilherme.&lt;br /&gt;   Beleza! O Daniel começou a namorar com a velha. Claro que o guilherme não podia saber. Mas assim ela me largou de mão e ele arrumou uma namorada “experiente”.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-5787239?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/5787239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/5787239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2001_09_01_archive.html#5787239' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-5781407</id><published>2001-09-19T11:16:00.000-03:00</published><updated>2001-10-03T22:43:24.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>                                                      HIPOTECA CEREBRAL  &lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://www.byrocai.hpg.ig.com.br/entretenimento/106/byrocai_img_5-3.jpg" BORDER=3&gt;  Era 1992. Eu e o gordo Juliano fazíamos parte de uma equipe que tinha como objetivo desenvolver um projeto para encanar as águas do lago Titicaca e trazer, sobre a floresta Amazônica, ao Brasil para irrigar o sertão nordestino. Estávamos em Bagdá, na cede de uma petrolífera assistindo uma palestra sobre “o processo cinérgico de conexão das roldanas 5cc sem para-apoio reconstrutivo”. De fato era uma palestra muito interessante. &lt;br /&gt;    As nove e meia da manhã a palestra é interrompida pela sirene de ataque aéreo. Todos começaram a correr e a gritar conosco a fim de descermos para o bunker:&lt;br /&gt;- Ramahlahh , ssschirin!!!!&lt;br /&gt;- O que está acontecendo Lucas?&lt;br /&gt;- Porra, não sei. Que merda!&lt;br /&gt;- Para onde eles estão nos levando?&lt;br /&gt;- Cacete!!! Não sei, ô imbecil! &lt;br /&gt;- Ô meu, eu tô com medo!!!&lt;br /&gt;- Gordo de merda, cagalhão!!!&lt;br /&gt;   Ouvimos o barulho das turbinas de um F-16 e tiros das baterias anti-aéreas. Logo mais, uma grande explosão e silêncio absoluto. Nos perdemos de todo mundo. O gordo se escondeu no banheiro e eu tive que ficar uns quinze minutos tentando convencê-lo de que aquilo era “normal” e já tinha acabado.&lt;br /&gt;   Não havia mais ninguém no prédio. Os corredores estavam vazios. Ouvimos um ruído, como de um rádio. Seguimos o som e chegamos até uma guarita vazia, onde tinha um radinho a pilha que estava transmitindo um discurso de Sadam Russein.&lt;br /&gt;   Chegamos na rua. Deserta. O gordo tava apavorado:&lt;br /&gt;- Lucas, eu tô com medo!&lt;br /&gt;- Cala a boca e vamos tentar achar alguém!!!&lt;br /&gt;   Andamos uns vinte minutos e não encontramos ninguém. Haviam uns carros pegando fogo e alguns prédios destruídos, mas ninguém nas ruas.&lt;br /&gt;Tã tã tã nãnãpiiiii nã nã nã&lt;br /&gt;- Que barulho é esse?&lt;br /&gt;- Vem detrás daquele muro.&lt;br /&gt;- E agora?&lt;br /&gt;- Vamo lá vê! A gente têm que achar alguém pra poder sair daqui. Dá um pezinho, gordo.&lt;br /&gt;Olho por cima do muro e vejo um soldado bigodudo jogando “Pense Bem”.&lt;br /&gt;-    O que que tu tá vendo, Lucas.&lt;br /&gt;- É um cara jogando Pense Be....&lt;br /&gt;- Rahmalahhh!!!&lt;br /&gt;- Calma, calma, não atira!&lt;br /&gt;- Ramalah, trinutuh ranlim!!!&lt;br /&gt;- Calma, ease!!!! Please!!! We are brasilianos!!!!&lt;br /&gt;- Ramalahhhh  ranlim!!!!!!   Americanos!!!!&lt;br /&gt;- No, no! We are brasilianos! Brasil!&lt;br /&gt;- Brazil?&lt;br /&gt;- É...feijoada, caipirinha....Pelé.&lt;br /&gt;- Pelé!!! Mulata, Maradona!&lt;br /&gt;- Que Maradona o cacete, iraquiano folhadaputa!!&lt;br /&gt;- Lucas, não xinga o cara! Ele tá armado!!!&lt;br /&gt;- Maradona é o cacete!&lt;br /&gt;- Rimnham....Ronaldin...&lt;br /&gt;- Isso, Ronaldinho!&lt;br /&gt;   Vi que o gordo já estava se entendendo com o cara. O iraquiano já tinha baixado o rifle e esboçava um sorriso. Só que o gordo se emocionou demais:&lt;br /&gt;- Ronaldinho, Felipão, Zico...&lt;br /&gt;- Rahmalahhh!!!&lt;br /&gt;- O que tu disse pra ele, gordo desgraçado?&lt;br /&gt;- Não sei, cara! Calma senhor!! Ronaldinho, Felipão, Zico...&lt;br /&gt;- Rahmalahhh!!! Rahmalahhh!!!&lt;br /&gt;Kusshhhhhhhhh&lt;br /&gt;   O Juliano levou uma coronhada de rifle no estômado que fez ele se ajoelhar. Quando me abaixei pra juntar o gordo, levei uma porrada na cabeça e desmaiei.&lt;br /&gt;   Acordei uma hora depois dentro de um caminhão. Minha cabeça doía muito. Estávamos presos. O gordo do meu lado rezando. Prisioneiros sentados como nós. Um guarda armado na porta do caminhão estava nos olhando.&lt;br /&gt;-   Gordo, o que tá acontecendo?...&lt;br /&gt;- Lucas? Tu tá bem?&lt;br /&gt;- Tô, cara! O que houve? Quem é essa gente toda?&lt;br /&gt;- Eles nos prenderam...não sei por que. É tudo prisioneiro como a gente. Vai dizer que aquele ali não parece o padre Marcelo?&lt;br /&gt;- É mesmo!&lt;br /&gt;   Nisso, começa uma discussão no fundo do caminhão. Dois prisioneiros conseguem derrubar o guarda e todos nós pulamos do veículo. Todo mundo começou a correr em diversas direções. Eu ainda estava um pouco grogue por causa do golpe na cabeça.&lt;br /&gt;   Ouvimos, ao longe, o som de um carro no deserto. Ele foi se aproximando. Vimos que não era carro do exército. Parecia esses carros antigos argentinos, cheio de tapetes em cima. Acenamos e o carro se aproximou e parou perto de nós. De repente, para a minha surpresa, desce do carro alguém com um rosto muito conhecido:&lt;br /&gt;- Ramirez!!!!&lt;br /&gt;- Lucas?&lt;br /&gt;- Ramirez, o que tu tá fazendo aqui?&lt;br /&gt;O Ramirez era o porto riquenho que eu descobri que morava dentro das paredes do meu apartamento dois anos atrás.&lt;br /&gt;- Yo estoy envolvido com negocios de tapeçarias.&lt;br /&gt;- Incrível, cara! Tu tá indo pra onde?&lt;br /&gt;- Estou cruzando o deserto para chegar na Arábia.&lt;br /&gt;- Arábia?!?! Nos dá uma carona? É lá onde está o resto do pessoal do grupo de pesquisa...&lt;br /&gt;- Claro...adelante!&lt;br /&gt;   Contei a história pro Ramirez. Ele quase não acreditou. Nos contou que a OTAN havia bombardeado Bagdá no início da manhã e o Sadam estava muito puto. Estávamos agora no Irã.&lt;br /&gt;   Chegamos na Arábia. Passamos na fronteira sem problemas por que o capitão é conhecido do Ramirez. Na capital, nos encontramos com o resto da nossa equipe que não tinha notícias de nós desde o bombardeio.&lt;br /&gt;   Tivemos uma semana para nos recompor e esperar a crise no Oriente dar uma esfriada. Mas fria mesmo é o que estava por vir. A pesar de tudo, não podíamos deixar o projeto. Tinha a segunda parte. Viajamos da Arábia direto para o Perú. Fomos subindo a cordilheira, passando por Kotshabamba, Cusco, eté chegarmos ao lago Titicaca.&lt;br /&gt;   Era lindo. O lago mais alto do mundo. Aquela paz, aquela natureza exuberante, e aquele frio! Muuuuiiito frio! O gordo não parava de tremer. Comprou quilos e mais quilos de roupas típicas com lã de Guanaco.&lt;br /&gt;   Fizemos muitas análises do solo e da água e levantamos as possibilidades da tubulação agüentar umas cinco toneladas/segundo de água passando por cima da Amazônia, a uns 500m de altura e uma extensão de uns oito mil quilômetros.&lt;br /&gt;   Passamos cinco dias no Perú e começamos a descer a cordilheira no lombo de jumentos andinos a fim de fazer todo o trajeto até o sertão brasileiro a pé para uma total análise das condições para a execução do projeto.&lt;br /&gt;   Vinte dias se passaram e nós já estávamos entrando na floresta. O gordo começou a encher o saco:&lt;br /&gt;- Pô cara,...me ajuda aqui. Comprei muita roupa e não tô conseguindo carregar tudo.&lt;br /&gt;- Te rala, gordo troxa! Joga fora o excesso.&lt;br /&gt;- Não mesmo, eu comprei. Paguei muito pra não passar frio.&lt;br /&gt;- Gordo otário, mão-de-vaca!&lt;br /&gt;   Quanto mais entrávamos na floresta, mais perigoso e difícil era o acesso e mais quente ficava. Isso tudo era diretamente proporcional à encheção do Juliano:&lt;br /&gt;- Pô Lucas,...me quebra um galho aí, vai...&lt;br /&gt;- Vou te quebrar a cara, filho da puta!&lt;br /&gt;- Bah, sacanagem. Tá me dando uma fome...&lt;br /&gt;- Cala a boca!&lt;br /&gt;- Por que tu fala ass...&lt;br /&gt;- Cala a boca! Escuta!&lt;br /&gt;Nããã  nã nããããã&lt;br /&gt;Lá lalalalá&lt;br /&gt;- O que é isso?&lt;br /&gt;- Vem de cima daquela árvore.&lt;br /&gt;- Tô me cagando!&lt;br /&gt;- Tu é um cagado, gordo bixa! Pega uns pedaço de pau... Faz silêncio.&lt;br /&gt;Olhamos para cima, no alto da árvore, e avistamos um menino. Ele nos olha e desce até nós:&lt;br /&gt;- Olá!&lt;br /&gt;- Quem é tu?&lt;br /&gt;- Sou Xisto.&lt;br /&gt;- Xisto? Que nome estranho.&lt;br /&gt;- Bah...eu me lembro de um nome assim. Daqueles livrinhos da “Coleção Vagalume” que a gente lia no colégio...&lt;br /&gt;- Isso mesmo. Sou o Xisto!&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Sou o personagem do livrinho. Já fui para o espaço, para o fundo do mar...agora estou na Floresta Amazônica.&lt;br /&gt;- Uaauuuuu!&lt;br /&gt;Definitivamente o gordo era fã do Xisto.&lt;br /&gt;   O Xisto estava ali na floresta há uns três anos. Ele conhecia cada folha daquela região. Ele era amigo de uma tribo que tinha reserva ali perto. Nos levou até lá para que pudéssemos comer e passar algumas noites.&lt;br /&gt;- Silêncio......estão vendo aqueles arbustos?&lt;br /&gt;- Sim, Xisto.&lt;br /&gt;- Não são arbustos. São os Caniguára.&lt;br /&gt;- Cani o quê?&lt;br /&gt;- Caniguára. São os índios que te falei. São gente boa, muito hospedeiros. Tiveram pouquíssimos contatos com a civilização.&lt;br /&gt;- Gordo, tira essa roupa!&lt;br /&gt;- Não vou tirar, não!&lt;br /&gt;- Os índio vão pensar que tu é louco, sei lá o quê? No meio da floresta, deve estar uns 35º e tu vestindo um Guanaco inteiro. &lt;br /&gt;- Não vou me desfazer daquilo que me salvou a vida!&lt;br /&gt;   O Juliano tinha dessas. Era muito, como eu posso dizer, otário, imbecil, burro mesmo. Ele não queria se desvincilhar daquele pála porque por sua causa que o gordo não morreu de frio na cordilheira.&lt;br /&gt;- Aumaiê  aìee colunmo...&lt;br /&gt;- Auiname rassum lamuno&lt;br /&gt;   O Xisto sabia falar como os índios. Eram uns índios baixinhos, barrigudos. Eles ficaram cheirando o gordo. Aposto que nunca viram um animal parecido com aquele Guanaco Obeso no meio da selva.&lt;br /&gt;   Fomos até a aldeia. Eles gostam muito do Xisto. Nos receberam muito bem. Um monte de indiazinhas gostozas, nuas, em volta de gente. O Juliano estava apavorado. Nunca viu uma mulher pelada tão de perto.&lt;br /&gt;   O Xisto nos levou pra conhecer o cacique. Gente fina o cara. Gostou de mim à primeira vista, ao contrário do gordo. Ficamos horas conversando e comendo. Tinha muitas frutas, carne e uns mingauzão que eu nunca vi igual. O gordo tava detonando. O cacique já tava olhando feio pra ele.&lt;br /&gt;- Ô gordo, pega leve. O cacicão já quer a tua cabeça.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;(em breve continuação)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-5781407?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/5781407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/5781407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2001_09_01_archive.html#5781407' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-5780667</id><published>2001-09-19T10:24:00.000-03:00</published><updated>2001-09-19T11:10:37.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;IMG SRC="http://www.byrocai.hpg.ig.com.br/entretenimento/106/byrocai_img_3-3.gif" BORDER=0&gt;&lt;br /&gt;        SÍLVIO&lt;br /&gt;   Eu estava em casa e resolvi ligar para um amigo que há muito tempo eu não via:&lt;br /&gt;- Alô, Eduardo?&lt;br /&gt;- De onde fala? De onde fala?&lt;br /&gt;- Eduardo? É o Lucas!&lt;br /&gt;- De onde fala? De onde fala?&lt;br /&gt;- Ô Eduardo, sou eu!&lt;br /&gt;- De onde fala? De onde fala?&lt;br /&gt;- Sílvio, quem é?&lt;br /&gt;- De onde fala?&lt;br /&gt;- Dudu! É o Lucas, cara!&lt;br /&gt;- Sílvio, dá o telefone aqui!&lt;br /&gt;- Eduardo, é o Lucas.&lt;br /&gt;- E aí cara, tudo bem contigo?&lt;br /&gt;- Tudo. E contigo? Quem é esse loco que atendeu o telefone?&lt;br /&gt;- Bah, tu nem sabe! É o Sílvio!&lt;br /&gt;- O Sílvio baixinho do colégio?&lt;br /&gt;- Não cara, o Sílvio Santos.&lt;br /&gt;- O Sílvio Santos?! O que ele tá fazendo aí?&lt;br /&gt;- Depois do seqüestro ele ficou bem baratinado. Como ele é amigo do meu pai, o velho convidou ele pra passar um tempo aqui até baixar a poeira.&lt;br /&gt;- Bah! Como ele está?&lt;br /&gt;- O cara sempre foi meio locão. Acho que foi o sucesso que avacalhou com ele. Mas o cara é muito gente fina, só que ele tem umas manias, sabe?&lt;br /&gt;- Como assim? Que manias?&lt;br /&gt;- Assim como ele atendeu o telefone, ele pergunta sem parar de onde a pessoa tá falando, pergunta qual é a caravana. Outro dia ele parou na janela e começou a jogar aviãozinho de dinheiro. Rolou alto rebuliço lá embaixo.&lt;br /&gt;- Tá, mas quem está apresentando o programa?&lt;br /&gt;- É o Roque.&lt;br /&gt;- O Roque?&lt;br /&gt;- É, mas a audiência caiu muito. O Roque é pavil curto e fica xingando o auditório. O Sílvio tá perdendo dinheiro com isso.&lt;br /&gt;- E o Ivo Holanda, por que ele não apresenta? A galera gosta dele.&lt;br /&gt;- O cara foi preso. Fez uma câmera escondida com a polícia civil. Os caras prenderam ele e não adiantou gritar para a produção porque eles estavam vendo a cobertura ao vivo do seqüestro do Sílvio pela Globo.&lt;br /&gt;- Bah, que sacanagem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-5780667?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/5780667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/5780667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2001_09_01_archive.html#5780667' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3148381.post-5780590</id><published>2001-09-19T10:18:00.000-03:00</published><updated>2001-09-27T12:39:56.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>       &lt;b&gt; O Sonho de Judith (Judith Dreams) &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;IMG SRC="http://www.byrocai.hpg.ig.com.br/entretenimento/106/byrocai_img_6-3.jpg" BORDER=3&gt;&lt;br /&gt;   Judith era uma franguinha muito esperta. Ela fazia altas zonas no galinheiro.&lt;br /&gt;Mas ela era uma galinha diferente, ela queria estudar em Harvard.&lt;br /&gt;- Mãe...cócó...não sou apenas mais uma franga, sou uma franga inteligente.&lt;br /&gt;- Judith...cócócó...você não é um ser humano. Aceite o seu destino. Um dia você vai crescer e ficar botando ovo sem parar. Vai ter hemorróida e morará em uma gaiolinha com a metade de sua altura para engordar bastante.&lt;br /&gt;- Que engordar nada, mãe! Quero ser uma galinha sarada, graduada em Harvard e tal...&lt;br /&gt;- Minha filha, um dia sua bisavó foi parar num espeto giratório, sua avó também. Um dia eu irei para lá e você também irá.&lt;br /&gt;- Não quero saber, mãe..cócó! Sou uma franga diferente. Vou freqüentar a escola.&lt;br /&gt;   Judith se matriculou numa escolinha de primeiro grau. Ela estava decidida a se tornar mais que uma simples galinha, mas uma galinha instruída. Estava disposta a passar sobre qualquer preconceito que, inevitavelmente, seria vítma.&lt;br /&gt;- Daniel...&lt;br /&gt;- Presente!&lt;br /&gt;- Ítalo..&lt;br /&gt;- Aqui&lt;br /&gt;- Judith..&lt;br /&gt;- Cócó...&lt;br /&gt;Hahahahahaha....&lt;br /&gt;- Crianças, parem de rir da Judith.&lt;br /&gt;- Não tem problema, professora. Isso é apenas um reflexo involuntário instigado pelo córtex espelhado na probabilidade de uma pseudofunção mental do estímulo psicossomático de uma mentalidade inferior.&lt;br /&gt;- Nossa, Judith! Onde você aprendeu isso?&lt;br /&gt;- Simples, professora. Nas minhas horas vagas, ao invés de eu fazer como essas crianças débiomentais humanas de sair correndo atrás de uma esfera ou ficar me iludindo com uma boneca de plástico, eu leio freud e um compêndio de psiquiatria.&lt;br /&gt;   Passaram-se os anos, e Judith acabou o segundo grau. Conseguiu uma bolsa integral para Harvard e passagens de avião.&lt;br /&gt;- Judith, minha filha...cócó...sentiremos saudades!&lt;br /&gt;- Fica fria, mãe. Prometo que te mando email todo o dia.&lt;br /&gt;   Judith embarcou no avião e abanou com a asa para sua mãe que se esvaía em lágrimas pela despedida de sua filha.&lt;br /&gt;   Chegando nos EUA, ela se dirige para o campus da universidade. Procurou um restaurante para fazer o desjejum.&lt;br /&gt;- Hei man...cócó...a cup of corn, please.&lt;br /&gt;- Hei, Gonzáles...What do this fuck chiken do here, man?!?!&lt;br /&gt;- Desculpa-me, señor...biene cá, galinhazita!!!&lt;br /&gt;Scraft...schurrrft...cócóóóó.....&lt;br /&gt;   Judith realizou seu sonho, entrou em Harvard. Mas seguiu a tradição de família, acabou num espeto giratório.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3148381-5780590?l=byrocai.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/5780590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3148381/posts/default/5780590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://byrocai.blogspot.com/2001_09_01_archive.html#5780590' title=''/><author><name>byrocai</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07549254695176978080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
